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Lolita no Arame

Lolita no Arame

29
Abr19

The OA ou o que eu sinto pela Netflix

lolita

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Aqui há algum tempo (há pelo menos dois anos atrás), já tinha feito um comentário sobre a série “The OA”, e a verdade é que é uma série estranha, e eu gosto de coisas estranhas, não, não foi a melhor série de todos os tempos que já vi, mas gostei, e sim, achei que o final pedia mais uma temporada, ninguém gosta de um fim, sem fim, certo.

Se bem que agora também parece ser uma moda, decide-se acabar com uma série sem mais nem menos e alinhava-se um final mais alinhavado e pronto, e os fãs têm de o “comer” se quiserem.

O que é triste, pois vamos lá a analisar isto das séries, do dinheiro, etc., uma série só fica famosa e dá lucro a um canal (que é esse o objectivo do canal) se tiver fãs, não se é boa ou não (se não os reality shows não tinham tantas temporadas) o que interessa é haver fãs.

Ora ser fã, é gostar de algo, envolve um tipo de amor, e aqui no amor ninguém gosta de ser enganado e mal tratado.

E é aqui que as produtoras, ou canais responsáveis pelas séries se perdem.

E voltando ao OA, sim, gostei da primeira temporada e fiquei contente quando li que ia haver uma segunda, MAS DOIS ANOS DEPOIS?! Aqui volto a falar de amor e numa relação se há uma pause de dois anos, esquece, já nem sabíamos porque gostávamos daquilo. E foi mais ou menos isso que eu senti, até porque eles mudaram um bocado a premissa da história, já não tem a ver com a alma e a morte ou o depois da morte, mas agora são dimensões paralelas… hum… não foi isto que me venderam na primeira temporada. E lembrar-me do que realmente se passou na primeira temporada, eu lembrava-se que gostei, mas passado dois anos, já não me lembrava bem de tudo. PORQUÊ UMA PAUSA DE DOIS ANOS???

O mesmo já se passou com o Sense8, e o mesmo se está a passar agora também com o Game of Thornes. Dois anos é muito tempo para nos lembrarmos o que deixamos para trás na outra temporada, de que personagens gostávamos mesmo e porquê. E ainda por cima são séries com uma média de oito episódios, são pequenos e com pausas muito grandes. Onde ficam os fãs no meio disto?

A Netflix não é o único “canal” com este problema, mas volto a perguntar porquê? Tem centenas de séries que quanto a mim só se aproveitam meia dizia, não era melhor investir em fã de verdade? Só dá vontade de subscrever o mínimo de tempo possível ao ano, pois com série tão curtas, dá para ver as que gostamos num instantinho, ora isso para mim não é um bom negócio para eles. De tudo o que lá está, incluindo documentários, séries, filmes, animações etc., aproveitasse muito pouco, e ficamos fãs de ainda menos.

Tenho pena.

Será que vai haver mais uma temporada do OA ou será que acabou assim, meio deslavado? Será se só saberei em 2021? Será que ainda vejo televisão em 2021?...

18
Abr19

Sindicatos

lolita

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Queria ter um sindicato.

Sim, eu sei que me posso sindicalizar num sindicato “qualquer”. Mas o que eu queria mesmo era um sindicato para os designers!

Algo do género, se alguém sem ser da área fosse apanhado a fazer uns biscates para uma empresa qualquer, todos os outros designers iriamos juntámo-nos e não íamos FAZER NEM MAIS UM PIXEL! Boa?

E lá porque fazemos “apenas” uns “bonecos” se não nos pagassem bem, PUMBA, greve!

E se alguém sem ser na área mandasse bitátes e disse-se que o logotipo ficava bem era em vermelho, PIMBA, greve…

 

Esperem, não pensem que este é um texto contra greves, não é, é um a favor de toda a gente que reivindique os seus direitos, eu sou a primeira a apoiar todas as greves e toda a voz dos trabalhadores, seja qual for a área de trabalho.

 

É apenas um texto triste de alguém sem força para conseguir um ordenado melhor, porque toda a gente conhece alguém que também sabe “mexer” nesses programas, e até “faz umas coisas giras”.

Costumo desabafar para o ar, que eu é que tive aulas de estética, sempre que um chico esperto me diz que algo que estive um dia inteiro a fazer “está feio”.

Digo sempre que essas opiniões me passam ao lado, mas a verdade é que essas opiniões ao fim de uns anos começam a fazer moça.

Toda a gente sente pena da atriz que faz de Sansa no Game of Thrones, agora que deu uma entrevista a falar de como ficou deprimida com as criticas a ela como atriz na série… como pensam que me sinto ao fim de tantos anos a levar com a opinião de terceiros sobre tudo o que faço?

Esta é uma área ingrata, pelo menos no meu caso, mais de vinte anos a trabalhar nesta área, cada vez a receber menos, cada vez a ser mais complicado de compreender o que o chefe quer porque o chefe não percebe nada de nada e só grita que quer uma campanha nas redes sociais, se lhe pergunto que tipo de campanha, grita se não sei o que é o Facebook, Instagram, Linkedin… eu sei o que são redes sociais, mas que campanha quer “UMA CAMPANHA!”. Será que ele sabe sequer o que é uma campanha? Nesta área também é preciso ter a paciência de um monge tibetano.

Sei que isto não é assim para todos, estes são apenas os meus desabafos, as minhas experiências.

 

12
Abr19

Triste

lolita

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Pois é, estou triste.

Das poucas cisas boas que este emprego tem é o facto de ter mais gente, pelo menos quatro raparigas, até já contei que têm todas menos 20 anos que eu, mas para quem esteve completamente sozinha nos últimos trabalhos, sem falar o dia inteiro com viva alma, e depois desempregada em casa sem falar com quase ninguém, apanhar-me com colegas jovens e faladoras, para mim foi o céu.

Mas elas também não gostam de aqui estar, e é perfeitamente normal, com 20 também tinha sonhos e vontades, uma empresa destas é a morte de qualquer sonho de um jovem com vontades e sonhos que foi para a universidade a pensar que o mundo do trabalho ia ser outra realidade e o caminho para a concretização de uma vida plena.

Eu por esta altura do campeonato já não acredito que existam empresas decentes, pessoas honestas, patrões com coração. Eu estava completamente nas lonas quando aceitei este trabalho. Mas elas querem ganhar mais, querem ganhar bem, sonham com empresas grandes, as ”top five”… e todos os dias se queixam.

E eu que já não sei o que é não estar deprimida, ainda fico mais com o facto de elas também a começarem a ficar, e queixarem-se com “porque levantar-me de manhã para vir para aqui”, “a vida tem de ser mais do que isto”, “se o inferno existe e isto aqui é um inferno porquê viver”… que posso eu dizer a elas para as animar? Nada. Quem me consegue animar a mim.

Na verdade, quem me animava eram elas, elas são a razão de eu me levantar de manhã e vir!

Mas a colega que eu gostava mais, poças, gosto tanto desta miúda, sei que já tive mais de mil colegas, e vou já pedindo desculpas, pois se eu não me lembro da cara nem do nome de nenhum dos meu professores, quer da escola ou universidade, não esperem que me lembre de todos os meus colegas, na verdade só capaz apenas de me recordar de uns cinco ou seis, é verdade! E se passar por algum na rua, desculpem se não falo convosco, mas já não sei quem vocês são.

Mas esta miúda entro-me no coração. E ela despediu-se, diz que não aguentava nem mais um dia. E eu compreendo, mas ela vai-me fazer tanta falta. Que vontade vou ter eu de manhã de me levantar e vir para aqui sem o sorriso fácil dela a bondade e simpatia, é tão raro encontrar almas assim hoje em dia.

Espero com toda a força que ela consiga tudo o que sonha desta vida.

 

 

 

 

09
Abr19

E agora um pedido de desculpas

lolita

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Peço desculpa por todos os erros ortográficos que possa ir dando por aqui.

O mais comum é trocar o há pelo á, é só para escrever mais rápido e acabo “comendo” letras. Mas na verdade o mais comum é esquecer de escrever frases inteiras. E depois ainda há a forma cultural com que falo e isso também se espelha na escrita e nem sempre é bom, não faz de mim nenhum farol de cultura.

Além do mais não sou muito confiante. Então quando escrevo publico logo, se vou ler e reler o mais provável era nunca publicar nada. Então se escrevo mais devagar do que penso, o mais comum mesmo é faltarem muitas palavras, até pode haver textos sem sentido, por isso desculpem.

02
Abr19

Incompreendida

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Acho que não me expliquei bem no meu último post.

Não tenho nada contra o Google, é uma ferramenta que sem a menor duvida mudou o mundo.

Não tenho nada contra o google nem contra o youtube, antes pelo contrário. E também eu recorro a eles frequentemente.

Mas não no trabalho.

Quer dizer, o meu desabafo, era mais sobre o fosso geracional que eu sinto no local de trabalho.

Os meus colegas são capazes de ficar um dia a pesquisar e a ver vídeos de como se faz algo. Eu sou de uma geração, ou melhor, se calhar nem tem nada a ver com idades, se calhar o problema é mesmo só meu, mas sei lá, foi criada com a ideia que no trabalho é para trabalhar… não sei explicar melhor do que isto.

Eu sinto que é batota no trabalho, não em casa, ou melhor, não uma pesquisa banal, ou de algo que queremos aprender, mas de algo para que supostamente estamos a ser pagos para fazer…

Olhem, desculpem se ofendi alguém, mas este meu blog, é o meu local de desabafos… e pronto, desabafei.

 

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