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Lolita no Arame

Lolita no Arame

27
Jul18

À e tal, ao menos assim vestes-te e sais de casa

lolita

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À e tal e coiso e ao menos assim tens um motivo para te vestires e sair de casa.

É o que dizem eles, todos, a família, os amigos, e a gente toda.

É o motivo que encontram para me dar para aliviar o meu desespero que ter voltado a arranjar um trabalho que é um cócó e em que não tenho nada para fazer OUTRA VEZ.

E eu digo que é praga, que é impossível que que não aguento, mas eles insistem que assim ao menos visto-me e saiu de casa.

Saiu de casa para me vir enfiar numa salinha de esquina num prédio e ficar aqui sentada, fechada durante oito horas, isso é sair de casa é verdade, mas é tão bom como ter de sair de casa para fazer uma colonoscopia!

Vestir, sim, eu adoro roupa é verdade, e sim, assim já não ando de fato de treino e chinelo de meter no dedo o dia todo, mas para me vir enfiar neste buraco praticamente sozinha, bem que podia vir de pijama e pantufa.

Eu gosto mesmo de roupa e de me vestir e de ter motivo para usar um salto alto, para poder por um pouco de maquilhagem… mas para vir para aqui, passaram o quê, duas, três semanas, já nem sei, parece que já foi mais de um mês, mas para aqui estar não me apetece empirriquitar.

 

Desculpem amigo, vão ter de me arranjar outro motivo, essa tábua de salvação tem caruncho.

24
Jul18

Ilusões

lolita

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Não pensem que tenho ilusões, sei que hoje em dia todas as empresas estão a pagar muito mal, e por isso essa parte apesar de me queixar, tenho de me queixar, mas é quase um dado adquirido, vá.

Mas julgo que o pior mesmo é a empresa ser tão pequena, os donos nem sempre aparecem, ele são um bocadinho esquisitos, não quero já estar a pensar não deles, é provável que sejam umas excelentes pessoas, mas que são esquisitos são. Eles não aparecem porque dá-me a ideia que da mesma maneira que me disseram para vir e começar a trabalhar, eles também pensam que contratando alguém, prontos, está o assunto arrumado, que a pessoa vai saber fazer tudo, e conhecer logo os cantos á casa. NÃO!

Não é assim, tem de se passar trabalho, explicar métodos, etc. Bem, eles nem me apresentaram aos restantes colegas (os dois estagiários), eu nem sei trabalhar em mais de metade das coisas que eles para aqui têm. Mas não faz mal, como também não sei o que estou cá a fazer, sempre vou investigando e aprendendo.

Vêm, não estou a ser pessimista, estou a tentar ver o lado arco-íris da coisa.

Mas puxa, que isto me está a parecer ser o verão 2018, nublado e frio, está.

23
Jul18

Emprego…

lolita

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Estou tão arrependida de ter aceite este emprego, mas tão arrependida!!!

Isto começou mal desde o início.

Depois de tantas entrevistas, de suar e sofrer, de descrever toda a minha vida, de fazer testes o pino e sei lá mais o quê, nunca era aceite em nenhuma.

Mas este, este senhor ligou-me ás 19 horas e perguntou-me de eu percebia de AddWords, e se eu tinha disponibilidade imediata, eu respondi que sim, e ele disse que já me voltava a ligar. Ligou passados cinco minutos ligou de volta e disse que começava já no dia a seguir… o quê, normalmente dizemos que temos disponibilidade, mas é para começar a uma segunda, na próxima segunda, não no dia a seguir a meio da semana. Mas vamos lá dizer que isso são esquisitices minhas, então e o resto? Ele pode nem me ter feito uma entrevista, mas eu precisava de mais! De saber qual a empresa! Onde está a empresa! Quanto pagam! Como é o contrato! Quem são eles! Resumindo, eu também tenho voto na matéria, nem que seja o básico. Eu não ando a dizer que está tudo maluco? É que nem o nome da empresa, como é que eu ia lá dar no dia a seguir.

Mas parva como sou fui no dia a seguir, e após a mais curta conversa de todos os tempos, e em pânico de que mais ninguém nunca me quisesse contratar para nada, acabei a dizer que sim. Ao contrário do que todas as fibras do meu ser diziam para fazer.

E ao contrário de tudo o que eu disse que nunca mais queria para mim, é isto aqui. Um ordenado miserável, uma empresa familiar com quatro empregados, o dono e a mulher dele, eu e outro que está de baixa… e dois estagiários.

E ao fim de uma semana ainda não sei o que estou aqui a fazer….

17
Jul18

Longe daqui

lolita

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Amigos, sei que tenho estado novamente afastada do meu blog mas… arranjei emprego!

Vá, mas não se ponham a deitar foguetes, algo me diz que este ainda vai dar um grande filme…

Mas espero estar errada.

04
Jul18

Sabem quanto tempo dura?

lolita

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 Ontem aprendi algo novo. YUPY!

Pode parecer incrível mas acreditem que eu com esta idade não fazia a mínima ideia do que aquilo significava. O quê? Passo a explicar:

 

Tenho ido a algumas entrevistas (que não têm dado em nada, mas…) e devido ao calor e aos nervos ou sei lá, a verdade é que quando a entrevista termina e entro no carro para me vir embora, quando olho para o retrovisor assusto-me sempre. Não, não entrou um palhaço no carro, é apenas o meu reflexo com a maquilhagem toda esborratada. No outro dia no fim da entrevista, também porque com os nervos tenho tendência a ter alguns tiques como coçar os olhos, etc., mas eu parecia o protagonista do filme o Corvo, a sério, estava sem um pingo de sangue na cara, branca como a cal e a sombra, o eyeliner e o rímel estava todo esborratado pela cara a baixo, que vergonha! Assim até já compreendo porque é que não me voltam a ligar.

Então decido que estava na hora de investir num fixador de maquilhagem, algo que até agora nunca tinha comprado ou precisado. Andei a pesquisar e a ver nas lojas o que existia e principalmente os preços, pois vão dos 7 aos 57€ mas sem saber como é que decido se por 7€ estou apenas a comprar água, ou se por 57€ o produto é igual ao de 7€. Fui a uma loja perguntar, e comecei até por explicar que era um produto que nunca tinha experimentado porque só agora é que parece que a minha maquilhagem não aguente, a moça olhou para mim, e disse que era normal pois a pele envelhece, sabe!? Sei, mas com aquela explicação decidi que aquela não era loja para mim.

Entretanto fui a outra e pedi ajuda explicando o porquê das minhas dúvidas e a moça desta loja já foi super simpática e explicou-me algo que até hoje eu desconhecia, o símbolo que quase todos os produtos de maquilhagem e não só tem, um frasco com um número (como na imagem em cima), ora isso significa que depois de aberta a embalagem só tem a duração de x meses.

E assim fiquei também a saber que todos os meus produtos de maquilhagem estão fora do prazo, e por isso também é natural que já não tenham a qualidade que tinham em outros tempos.

Como é que eu nunca soube o que aquele símbolo queria dizer?

Mas a realidade é que tenho maquilhagem com décadas, alguns produtos já datam da minha adolescência.

Mas as coisas são tão caras, custa-me deitar algo fora que ainda tem tanto. Eu maquilho-me agora para ir às entrevistas, mas normalmente só hidrato a pele, os lábios, posso por um hidratante labial com algum tom mas fraquinho, posso por um pouco de blush e ou pouco de rímel e é tudo.

Ora foi bom saber o que o símbolo significa, e dei por mim no chão da minha casa de banho com a caixa da maquilhagem aberta e com tudo espalhado pelo chão e com tudo fora do prazo… voltei a arrumar tudo no sítio.

Vá lá por favor não me julguem, não acredito que ninguém deite o baton fora ao fim de ano e meio, e também não acredito que ninguém gaste uma sombra inteira ao fim de apenas dois anos, até o creme do corpo, seis meses, impossível, então eu ponho pouco para durar e afinal estou a estragar!

Estes produtos deviam vir todos em embalagens mais pequenas ou serem muito mais baratos.

 

E já agora para responder à pergunta do momento, não, não é seguro usar o protector do ano passado, apesar de no ano passado só teres ido cinco dias à praia e em dois deles ter estado a chover, deita o protector que ainda está cheio fora, porque não há nenhum com tenha uma validade de 24 meses.

03
Jul18

Jornais

lolita

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Mas se gosto de livros, a verdade é que também gostava de jornais.

 

A realidade é que eu gosto muito de papel!!

 

Ok, voltando ao tema. O meu pai trabalhou num jornal, e não sei se foi por isso mas para mim também os jornais tinham algo de mágico. Os jornais e os jornalistas, os repórteres, os fotógrafos, os paginadores (que eu gostava tanto de ser e ainda não consegui) etc. Eram profissões que para mim tinham algo de importante, o peso de passar a mensagem de divulgar, instruir… dar a conhecer.

Parecia uma profissão tão importante.

Mas os tempos mudam.

 

A semana passada saiu a notícia que o Diário de Noticias vai passar a só ser diário na internet, pois com exactidão, ele vai passar a ser um semanário.

É uma daquelas notícias que me deixa triste de uma forma um pouco parva.

Um pouco parva porque eu já não compro um jornal á anos.

Mas deixa-me triste.

E para que é que havia de comprar?

Eu ainda sou do tempo em que quando sai da universidade comprava o jornal para procurar emprego. Pode parecer algo de outro século, mas era algo muito, muito bom. É aqui que eu queria mesmo que o tempo voltasse atrás. Porque como os anúncios até mesmo os anúncios de emprego eram pagos, os anúncios que apareciam eram VERDADEIROS! Era mesmo alguém que precisava de alguém com aquelas características para executar aquele trabalho.

Com o aparecimento da internet, todo o empresário de meia tigela mete um anuncio à borla no site e fica à espera que caiam milhares de respostas, e depois ainda pensa melhor e afinal não eram alguém assim que ele precisava, era com outras capacidades, ou então depois desiste, ou chama as pessoas mas depois muda de ideias, eu já vi de tudo!

Mas quando era no jornal, e como tinha de se pagar o espaço as coisas eram bem pensadas, não se ponham um anúncio só por pôr.

 

E isto sou só eu a divagar por uma problema que me aflige.

Se for a falar de jornais e informação, ao pegar num jornal hoje em dia verificamos que repórteres de investigação já não existem, quase já não há jornalistas. Existem uns quantos entrevistadores mas que nem gostam de ofender o entrevistado e praticamente nem fazem questões, ou só preguntam o básico, e depois limitam-se a escrever o que o entrevistado disse o pronto. As noticias parece que já vêm todas filtradas do pouco que todos lemos nas redes sociais. E até um videio viral do cãozinho passa a ser notícia de jornal, mais que não seja para a fotografia ocupar algum espaço.

 

Eu sei que já não temos tempo (ou vontade) para estamos sentados com um jornal maior que os nossos braços a ler páginas e páginas de informação. Recebemos a informação já todas mastigadinha e temperada das redes sociais. E nem as coisas que nos importam vamos verificar a sua veracidade, tudo isso dá muito trabalho.

 

E assim as coisas vão morrendo aos poucos como um jornal com 154 anos.

02
Jul18

Biblioteca

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 Á pouco tempo mencionei que ia escrever sobre bibliotecas, ou melhor a biblioteca.

Passo a explicar.

Eu já aqui mencionei que leio muito e como tal gasto muito dinheiro em livros, ok, nem é assim tanto quanto isso, o problema é que estando desempregada todo o dinheiro é pouco. Estando desempregada e para não perder completamente os meus berlindes, vou-me distraindo lendo, mas para ler tenho de comprar e pronto, lá se vai o meu parco dinheiro.

E por coincidência ou não, várias pessoas perguntaram-me porque é que eu não ia antes a uma biblioteca, inclusive a minha psicóloga, a ela é mais fácil dizer que uma das razões é eu não gostar de mexer em algo que outras pessoas mexeram, infelizmente tenho muitas fobias e neste caso, os livros para mim são objectos especiais, e quando se toca neles não é apenas tocar, todos temos de tocar em coisas que já foram tocadas, mas os livros são usados, são agarrados, passamos tempo, muito tempo com eles, já para não falar naquelas pessoas que para lerem têm de molhar os dedos com cuspo para passar as páginas, e as minhas fobias não me iam permitir ler um livro de uma biblioteca pública, a não ser que a psicóloga que conseguisse livrar deste problema antes dos outros… mas não, ela não voltou a falar no assunto. Mas às restantes pessoas não consigo explicar que não consigo por este motivo. Até porque há uns vinte anos atrás passava tanto tempo em bibliotecas, passei tanto tempo na Biblioteca do Camões, tanto, adorava o cheiro dos livros velhos… passei tantas horas na Biblioteca da Gulbenkian, tanto. Mas agora não sou capaz, mas é tão difícil explicar isto até a um amigo sem que ele nos olhe de lado, por isso vou respondia que a biblioteca mais próxima da minha casa fica a mais de vinte quilómetros e só de carro, e carro implica gastar gasolina, e depois ainda tenho de pagar o parque, mais o aluguer do livro… mais vale é comprar. Lá foi dizendo isto apesar de ser verdade era uma moleta para não dizer a verdade completa.

E não é que coincidindo com tudo isto fizeram uma biblioteca aqui na freguesia, mesmo ao pé de casa!

Lá me enchi de coragem e lá fui eu, afinal sentia que a minha desculpa tinha desaparecido e assim também era uma forma de combater estas minhas fobias e nojos e medos.

Mas foi uma terrível decepção. É apenas uma sala, uma sala e apenas tem livros e poucos em apenas duas das paredes, e acho que tenho mais livros em casa do que aqui a biblioteca. E os temas não me interessavam para nada, nada mesmo. E o pior, é que fiquei triste, fiquei ainda mais triste! Queria mesmo tentar ultrapassar estas minhas “coisas” queria crescer, queria ter uma desculpa para sair de casa e ia à biblioteca alugar de devolver livros, mas como de resto quase tudo o que vejo fazer por aqui acabou por também ser uma desilusão, uma grande desilusão, para que é que a junta de deu ao trabalho de fazer aquilo, sim, porque aquilo nem o nome de biblioteca devia ter, podia ser sei lá, centro de dia para estudantes (mas acho que nem esse nome se podia aplicar). É triste, é mais um motivo para eu ficar desiludida com o mundo, como se aquilo tivesse sido só uma desculpa para a junta dar dinheiro a algum empreiteiro amigo de alguém e mais alguém meter dinheiro ao pulso, porque definitivamente, aquilo não é uma biblioteca.

E por favor, parem de me mandar ir à biblioteca.

Vai tu!

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