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Lolita no Arame

Lolita no Arame

29
Jun18

Fahrenheit 451

lolita

451.jpg

Um dos últimos posts que escrevi foi sobre o livro “Fahrenheit 451”.

Agora vi o último filme que fizeram para a HBO.

O que é que vos posso dizer… aborreceu-me de tal modo que adormeci lá pelo meio, voltei a acordar e vi o resto, mas é sem dúvida alguma um filme aborrecido.

Não me incomoda que seja uma adaptação (de tantas que já foram feitas, quer teatro, televisão, cinema, etc., até em outros livros), e até gostei do facto de eles não andaremos atrás de livros, mas também de filmes, bobines, discos rígidos com informação, etc. Isso até está engraçado, afinal quando Ray Bradbury escreveu o livro em 1953, foi um visionário a imaginar drones, robots, paredes de salas inteiras com écrans, “redes sociais”, mas ele não chegou tão longe ao imaginar o que temos hoje com a internet e toda a informação que ela tem, e por isso essas pequenas alterações são interessantes.

E também não me importo muito que algumas personagens não existam e outras serem tão diferentes do livros. Mas acho que simplesmente não resultou.

Sim, é verdade que existem adaptações muito boas, e uma ou outra lá até suplantam o original, mas a realidade é que realmente são poucas as que conseguem esse feito. Eu sei que achei que o próprio livro tem uma forma de escrita enfadonha (para mim, vá lá, não me levem a mal), mas consigo ver para além disso e compreender o que a ideia que o autor queria passar, e de uma forma visionária, está fantástico ao ponto de roçar a tristeza, sim, estamos a caminhar para uma sociedade apática (ou se calhar esta também é apenas a minha visão).

Mas se um livro é bom, ganha fama, tem ali uma fórmula que resulta, porque é que os realizadores ou que produz os filmes acha que ao pegar numa obra o ideal é mudar quase tudo? Porque raio é que eles acham que vão ter sucesso? Ou a ideia é não ter sucesso, é apenas ver se funciona?

Tive pena, achei que ia passar um bom bocado distraída a ver um filminho, e não posso dizer que foi mau, sempre passei pelas brasas e isso é sempre bom.

28
Jun18

...

lolita

Nunca mais cá vim

Não me apetecia escrever

Nem para desabafar as coisas parvas que ma iam na alma

 

Se alguém me segue desde já peço desculpas.

08
Jun18

Óh fo#$%&-se!

lolita

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Tenho escrito sobre livros

Tenho lido para me abstrair

Entro noutros mundos e tento esquecer este

 

Hoje já não me sentia bem, talvez porque me marcaram uma entrevista num sitio que também já fui a uma entrevista, e odiei, vá lá que não fiquei, mas como os anúncios não dizem para que empresas são (só pode ser por medo, vergonha, porque é que 90% dos anúncios não diz que empresa é???) acabei por responder, ainda por cima através do IEFP, e agora? Tenho de aceitar?

Resumindo, se já não estava bem agora estou pior.

E pior, vá-se lá saber porquê, mas a notícia da morte (morte não, suicídio) do Anthony Bourdain foi como um murro no estomago.

Gosto de comida, de culinária, sempre achei piada ao Anthony Bourdain, até tenho livros dele!!!

E de fora, porra, de fora, parecia um homem com tudo, que já fez tudo.

Foi isso? Foi porque já não havia mais nada a fazer? Já viu todo, comeu todo tomou tudo (drogas)?

E a filha? Tão pequenina…

Porquê?

 

Fo$%&-se, parece que foi a mim que ele tirou o tapete.

Eu sinto-me sem nada car”#$%ho, no fundo, sem luz, e o filho da mãe é que foge?!

07
Jun18

Continuando pelos clássicos

lolita

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Enquanto não sai o segundo volume de “Um estranho numa terra estranha”, decidi continuar a explorar os clássicos e li Fahrenheit 451.

O que eu achei mais fantástico sobre o livro é o facto de ele ter sido escrito em 1953, sem sombra de dúvida que Ray Bradbury era um génio e um visionário. Numa época em que nem metade dos estados unidos tinha televisão, ele escreve sobre um mundo já ligado a uma espécie de rede social viciante.

Mas já este livro apesar de ser bastante pequeno, tem pouco mais de uma centena de páginas, foi difícil para mim lê-lo. Talvez porque é um pouco deprimente, ou porque eu estou deprimida. A minha fé nos “homens” e no futuro está terrivelmente abalada e isso reflectiu-se na leitura deste livro. Custou-me mesmo pois não me é nada difícil imaginar a alienação de toda uma sociedade em prol de nada, em toda a gente a virar uma cópia do outro e pronto… nada.

É triste.

Senti-me triste.

E o mais triste, é que o livro nem tem um mau, o vilão, e ninguém tem de trabalhar, não há essa preocupação, é quase como se o governo fossem estes pais de agora que deixam os filhos, neste caso a população ficar toda a vida em casa apenas ligada à internet e pronto. Não existem objectivos valores, sonhos. Por isso ninguém quer ver um livro à frente, não vá o livro o fazer sentir algo.

Mas foi isso que este livro me fez, fez-me sentir ainda mais deprimida, como se só eu e apenas eu visse a corda que me está a apertar a garganta, mas se eu tentar fugir enforco-me e mais ninguém vê essa corda e como tal ninguém me ajuda…

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