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Lolita no Arame

Lolita no Arame

28
Fev18

E agora?

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 Tenho andado a desmarcar as consultas com a psicóloga, na realidade nem sei bem o verdadeiro porquê, sei que provavelmente a principal razão é o custo das consultas.

Não sei se desista de lá ir ou não. Não quero voltar a bater no fundo, mas sei que bati no fundo principalmente por causa do trabalho onde estava, todo o ambiente, as pessoas, tudo o que se estava a passar estava a dar literalmente cabo de mim.

Sei que não é por já lá não estar a trabalhar que fiquei imediatamente bem, não, até porque agora tenho o problema de estar desempregada, e o pânico contante de não saber se vou conseguir arranjar outro emprego.

Esta semana ainda não vi um anúncio que pudesse responder, nada, nada mesmo.

E quando acordo todas as manhãs vem uma angústia que nem consigo descrever, e tenho de ir ao fundo de mim para arranjar forças e sair da cama.

Mas a psicóloga consegue fazer-me sentir melhor? Dá-me força para sair da cama? Apaga os meus medos e anseios?

Não sei, sinto que talvez não. O facto de ela ser novinha também não ajuda, não consigo acreditar que ela se possa colocar nos meus sapatos, sabem?

Sei lá, não sei o que fazer, sei que continuo a precisar de ajuda, mas não sei se é por ali o caminho.

27
Fev18

IEFP

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 Nem tenho tido vontade para escrever.

Continuo desempregada e sem vontade para nada.

E o IEFP tira-me do sério. Para que é que esta entidade existe? Neste momento julgo mesmo que só existe para mexer com os meus nervos.

Não ajudam em nada, não apoiam em anda, e os empregos que eles apresentam no site são de bradar aos céus.

Primeiro, se a escolaridade mínima obrigatória é deste 1966 a 4ª classe, e neste momento é até ao 12º ano, então porque é que um instituto que é do estado apresenta empregos que não é necessário saber ler nem escrever???

Mas aqui também encontramos o reverso da moeda, se um ladrilhador, ou lacador, ou calceteiro não necessita de saber ler nem escrever, mas por outro lado os empregadores sabem que empregados com experiencia nestas áreas têm mesmo de saber uma função que já é quase arte, e como tal empregos nestas áreas os empregadores estão despostos a pagar ordenados até 900€ que vamos lá a ver, não é nada.

Mas depois na minha área, se lá aparece um anúncio no site esta instituição, já é necessário ter pelo menos a licenciatura, e depois ainda pedem vários anos de experiência e é necessário saber trabalhar com todos os programas alguma vez inventados, mas só estão dispostos a pagar o ordenado mínimo.

E eu pergunto-me, ninguém nesta instituição verifica estes anúncios, e não pensa um pouco ou até falar com o empregador e explicar umas quantas coisas.

Acho que eles deviam impor algumas regras, verificar e validar os anúncios.

Aqui à umas semanas respondi a um anuncio deles para “empregado em artes gráficas”, ok, lá respondi, e o IEFP, lá me enviou uma carta para eu mandar contactar a pessoa que estava a solicitar este trabalho. Aqui o que eu acho graça, é que a carta explica que temos que contactar o empregador nos próximos cinco dias consecutivos aos recebimento desta carta e que se não contactarmos podem considerar que não estamos activamente à procura de emprego e como tal cancelar-nos o subsídio de desemprego. Eles dizem isto tudo, mas na realidade não querem saber de rigorosamente nada, não devem verificar nada nem validar nada, sinto que estou entregue aos bichos. Porquê?

Porque liguei e liguei para o número que a carta que indicava e ninguém atendia, quando finalmente me atenderam perguntaram-me “O QUE É QUE QUER?”, assim, de choque, lá explicou porque é que estava a ligar, perguntou-me “MAS SABE FALAR FRANCÊS” ao que eu respondi que tive apenas três anos de francês no liceu, sei apenas noções básicas, e o senhor continua “É PÁ, ISSO ASSIM NÃO, MAS OLHE LÁ, TEM EXPERICENCIA EM HOTELARIA, SERVIR ÀS MESAS?” disse que não, que não tinha e que o anúncio era para empregado em artes gráficas ou eu estava a fazer confusão? Ele respondeu “Sim eu sei, mas precisa de ter experiência em hotelaria”…. Eu não queria ser mal-educada, mas sinto que eu não estou anda bem, ou o resto do mundo deu em doido…. É que uma coisa não tem nada a ver com a outra, o que é que para o senhor é empregado em artes gráficas com experiencia em servir ás mesas??? Ele respondeu-me “pois, assim não dá, fica sem efeito” e desligou-me o telefone…

Fiquei a matutar se devia deslocar-me até ao centro de emprego e ir contar o que se tinha passado, mas o centro de emprego fica a 20 quilómetros de casa, e pensei que só me ia desgastar a mim mesma e pronto, é apenas mais uma história insólita na minha busca por emprego.

 

21
Fev18

Ai o Design

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Ai o Design…. porque raio fui eu tirar este curso?

O meu pai queria tanto que eu fosse para médica, claro que isso nunca iria acontecer, porque hipocondríaca já sou eu, e com toda a maluquice que vai na minha cabeça eu nunca iria conseguir ser médica, nunca. E se isso não fosse factor suficiente, e verdade é que julgo que nunca iria ter notas para conseguir tal feito.

Bem, ele queria que eu fosse médica ou advogada, e advogada foi coisa que nunca me passou pela cabeça, é algo que não me diz rigorosamente nada.

Mas não, eu na minha mais pura e singela ignorância, Achei que a única coisa que eu sabia fazer era desenhar, e como tal a única carreira dentro dessa área que me fosse garantir a sobrevivência seria o design QUE IGONORANTE QUE EU SOU!

O mais engraçado é que ando andei na universidade e ainda durante alguns anos depois de eu ter terminado, ambos os meus pais nunca conseguiram dizer design, era uma coisa que a língua deles não conseguia pronunciar, era tão vergonhoso de ver eles a tentarem dizer a uma familiar, amigo ou vizinho, eu ficava sempre com tanta, mas tanta vergonha deles, eu sentava-me com eles e tentava, tentava, mas nada, não dava, e a minha avó então ainda era pior, acho mesmo que ela morreu sem saber o que é que eu andava a estudar.

Mas ao contrário de mim, que nunca consegui aprender a andar de bicicleta, eles agora já sabem dizer muito bem, principalmente em frases como: “a filha da Ermelinda também tirou design e agora está num stand a vender carros”, ou “ontem no programa do Goucha também lá foi uma moça que estava desempregada porque também tirou design”.

Não sabiam dizer, não é, pois pois, agora sabem dizer muito e bem e esfregam-mo na cara como se fosse um esfregão de arame.

20
Fev18

E filmes que deviam ser séries

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Entretanto vi também o filme Bright, que também gostei muito, mas. O quê, gostei mas há um mas, sim, há, achei que para filme era curto, queria saber mais sobre a história, queria saber mais, achei que para filme estava giro sim senhor, mas devia ter sido uma série, daquelas, que duram assim uma doze temporadas.

Ora agora falavam dos ocres, depois dos elfos, noutro episódio andavam uns duzentos anos para atrás e contavam da guerra, depois explicavam quem eram e o que podia fazer os bright’s, etc.

Ia dar uma série bem janota, claro que em série já não íamos poder contar com o Will Smith, mas assim em filme soube muito a pouco, a muito pouco.

 

19
Fev18

Mais séries

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Ainda sobre séries, ADOREI o Altered Carbon!

Só tive mesmo pena de só ter tido 10 episódios, mas está muito bem conseguida.

E termina como o próprio livro da qual ela foi adaptada, por isso falar numa segunda temporada, pode estragar a história que foi, já para não falar que a série também foi muito bem conseguida devido ao actor (aos actores todos), mas alterando o actor… hum, não sei.

Cá ficamos para ver.

Mas gostava mesmo que tivesse tido uns 20 episódios.

Sobre esta série, antes de a ver li uma crítica que dizia algo como ser uma série apenas e somente para quem gosta de Cyber Punk. Ora achei isto a crítica mais parva do mundo, eu sei que por mais que eu odeie rótulos, a verdade é que todos o fazemos, e também acabo por rotular tudo, quer as coisas de que gosto, as pessoas que não gosto, etc.. E sim, eu adoro ficção científica e fantasia, e pronto cyber punk e steam punk é fantasia e ficção, por isso vai tudo para dentro de um mesmo saco, que bem que são coisas completamente diferentes.

Mas às vezes para alguém não ver algo, basta um rótulo parvo, se calhar esta série poderia ser o abrir de um mundo novo para alguém que simplesmente assustado com uma crítica como esta acaba por não ver a série.

09
Fev18

Séries

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Ouvi falar tanto do The Crown, que decido começar a ver, pensei que devia ser assim uma série fixe para gajas…

Epá que granda seca!!

É a história da Rainha de Inglaterra, e ela ainda está viva por isso a série à partida ainda não tem fim, certo?

Não é para mim, realmente não é o meu género de coisa. Mas confesso que ainda assim vi quase a primeira temporada toda, afinal existem factos históricos que desconhecia, mas não é que seja assim nada de muito novo, todos que quem governa ou é corrupto ou quer fama, e o povo, bem, o povo é sempre como o mexilhão, não é?

06
Fev18

Ai as entrevistas

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Acreditem quando vos digo que o meu subsídio de desemprego é uma miséria, mas acreditam também que se pudesse eu aceitava-o já como a minha reforma.

Sei que ia passar muito mal com uma reforma destas, mas já não aguento este mundo louco da procura de emprego.

E fico possessa com reportagens como a que deu várias vezes neste fim-de-semana no canal 1, onde diziam haver milhares de vagas de emprego por preencher, e anda foram entrevistar um guineense que apanha azeitona por 35€ ao dia, A SÉRIO??? Isso dá 700€ ao mês, onde é que eu posso ir apanhar azeitonas???

Mas voltando a mim, aqui à ano e meio fui a uma entrevista, nunca me chegaram a dizer nada e entretanto arranjei aquele fantástico emprego onde estive este ano e meio. Mas não é que agora vi o mesmo anúncio e mais uma vez concorri, e ligaram-me ontem para marcar uma entrevista para hoje ás 9:30, claro que disse que sim, mas fiquei a matutar se eles não fizeram o mesmo a quem escolheram da outra vez, três contractos de sei meses e depois em vez de ficar efectivo mandam embora, mas com medo mesmo assim lá fui. E fui pelo caminho a lembrar-me que à ano e meio quando lá fui fiquei uma eternidade à espera que o dono da empresa chegasse e fosse beber café para finalmente fazer as entrevistas, mas como sobre isso não tenho controlo, lá fui eu mesmo assim cedo para chegar antes da hora.

É acordar cedo e ir cheia de frio, e lá cheguei e lá fiquei eu à espera com MAIS OITO PESSOAS!!!

Marcaram todos para a mesma hora.

E lá ficamos nós ao fim e ao stress a olhar uns para os outros.

Quando finalmente foram chamando, dei-me conta que era uma média de 15 a 20 minutos por pessoa, uma senhora disse que tinha de ir com o filho ao hospital se podia passar à frente dos restantes, eu sei que fiz cara de má, afinal se tivesse um filho que precisa-se de ir ao hospital eu nem estava ali, ia ao hospital com ele e mais nada, e ninguém me garante que aquela desculpa não era treta, eu também já estava mais do que farta de lá estar.

Até que entretanto ainda foram chegado mais pessoas, e entre elas um senhor mais maduro e que olhado para a diversidade que eramos nós todos (a mim também já me tinha passado pela cabeça que eramos muito diferentes uns dos outros, como se não pudéssemos lá estar todos pela mesma coisa, e fui mesmo isso que fez confusão ao senhor) que pergunta porque é que lá estávamos, ninguém teve coragem de responder ao senhor, na verdade eu há hora e meia que não abria a boca, mas ele sem medos disse que tinha respondido para camionista e se nós estávamos lá para o mesmo, ai lá perdemos o medo e começamos a falar e afinal havia de tudo para todas as funções e assim até confessei que já lá tinha estado e o meu medo é que eles nunca pusessem ninguém efectivo, outra moça concordou comigo e acho que eles deviam estará mudar a equipa toda, mas lá uma senhora disse que agora era sempre assim e que todas as empresas são assim que que precisamos e por isso não podemos fazer nada contra isso.

Isso doí-me tanto, este baixar os braços e se é assim não se pode fazer nada… não se pode fazer nada? Ao menos devia ensinar aquela gente a marcar entrevistas de meia em meia hora para não perdermos todos um dia naquilo, e lá um e outro confessaram que estavam a faltar ao trabalho na esperança deste ser melhor, mas se demorasse mias tempo já nem iam ter desculpa para estarem a faltar tanto tempo.

Finalmente ao fim de duas horas e meia lá foi a minha vez.

Mas ou eu já estou toda estragada e demonstro isso na minha postura e atitude ou não faço ideia o que se passou, pois a minha entrevista demora precisamente 90 segundos!!

Eu não compreendi e quando o fulano dono da empresa que me estava a fazer a entrevista se levantou para me obrigar a levantar e ir embora eu perguntei, “mas é só isto?” (saiu-me o que querem) ele respondeu “claro, porquê, quer dizer mais alguma coisa?”, pronto, lá o cumprimentei e vim embora.

Se me perguntarem, mas e correu bem? Eu sei lá, eu só tinha em falta não saber trabalhar em 3D, o que o tal fulano ainda disse que o outro gajo antes de mim também não sabia, como é que isso era possível? Estive para lhe responder que ele devia ter posto um anúncio para designer de interiores e não gráfico, mas o que acabe dizendo foi que o anúncio falava em Corel e Photoshop e isso eu sei e por isso respondi…

 

Não sei no que vai dar, só sei que cada vez a minha paciência é menor. Custava muito agendar as entrevistas por área e com tempo para não ter ficado duas horas e meia ao frio à espera? É pedir muito? E custava muito estes senhores empresários serem mais educados? Não tenho habito de dizer asneiras com a minha família, mas até me saiu o facto de todos estes empresários que me entrevistam parecerem todos uma enormes caga#$%ões e eu mal sinto o cheiro deles só tenho vontade de fugir.

01
Fev18

Jogos da Fome

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Já leram os livros dos Jogos da Fome?

Ou já viram os livres?

Os livros são um milhão de vezes melhores!

Mas porque é que eu estou a falar disto? Porque dá-me ideia que o processo de escolha de um candidato para uma vaga de emprego nos nossos dias é baseado apenas e unicamente num processo idêntico de sete cães a um osso e quem ficar com o osso fica com o emprego.

Pois para mim isto está terrivelmente errado. Algo de muito podre se está a passar no mundo.

Chegam a ligar-me a dizer-me que tiverem centenas de candidaturas e não sabem escolher… isto não devia ser dito a um candidato (principalmente a mim que depois de tudo o que já passei, presumo logo que o senhor que me está a dizer isto não sabe fazer o seu trabalho, por isso não vai saber avaliar o meu e logo irá fazer-me a vida negra) e para poderem escolher têm de ter a certeza que sabemos fazer o que dizemos no currículo que sabemos, para isso querem que me apresente dentro de meia hora em tal sítio (a quilómetros de distância) para fazer um teste que nem ele sabe quanto tempo demorará.

Ora se digo que dentro de meia hora não posso porque não estava à espera que me contactassem e como tal estou demasiado longe para chegar a horas, desligam! E pronto, dá me ideia que é assim o processo e selecção, não interessa quem é bom a fazer o trabalho, nada no currículo interessa, a selecção de escolha é reduzida a quem larga tudo e desata a correr para chegar lá primeiro. Mas não estamos a concorrer para as olimpíadas, é um vaga de trabalho!!

A este senhor em particular, tive vontade de lhe ligar de volta e explicar que ele de certeza tem tempo para agendar entrevistas para o dia seguinte (por exemplo) com um teste pré-definido que poderia demorar vinte minutos entre cada candidato, e assim chamava umas 10 ou 15 pessoas que ele tinha gostado do currículo para avaliar. E que pode fazer um contrato de sei meses e assim o candidato tem quinze dias à experiencia para ele tomar uma decisão final.

Mas voltado aos candidatos, voltando a nós que procuramos emprego, é assim que se trata e se fazem escolhas de candidatos, é quem chega primeiro e se não podemos ir já estamos logo riscados, é assim?

 

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