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Lolita no Arame

Lolita no Arame

30
Jan18

Exposições

lolita

Ascending-and-Descending-by-M.C.-Escher.jpg

 

Aqui já á algum tempo fui ver a exposição do Escher no Museu de Arte Popular.

Gosto de ir um pouco logo após a inauguração, deixar a enchente inicial passar, mas mesmo assim ir no início, pois as minhas experiências dizem que se deixarmos passar muito tempo a exposição acaba sempre por ficar desfraldada.

Mas dito isto, a verdade é que já não ia a uma exposição á algum tempo, nem a uma exposição nem a nada que se possa chamar de cultural, por isso devia achar normal eu ter ficado de queixo no chão.

E por vários motivos, primeiro a fila para entrar dava a volta ao museu.

Segundo, parecia que estava noutro lugar e não em Lisboa, havia gente de todos os estilos e mais alguns, estilos que eu desconhecia que alguém saísse mesmo de casa assim.

Terceiro, misturado com grupos dos mais excêntricos estilos, havia famílias numerosas inteiras, com avós em cadeiras de rodas e bebés de colo.

Esta amálgama de gente devia-me ter feito fugir a sete pés, mas sei que tenho de tentar sair da minha concha, socializar e respirar outros ares, ok, vocês já estão mesmo a ver que acabei por sair da exposição quase aos gritos, não estão?

Não vamos falar se o preço do bilhete é ou não justo para o conteúdo da exposição, vamos passar essa parte à frente, e sim, foi bom eles só deixarem entrar um certo número de pessoas de cada vez, mas mesmo assim, como é que numa exposição a meia-luz conseguimos escapar de espezinhar a não da criancinha de três anos que está a brincar deitada do chão, como? E como é que nos impedimos de dizer aos pais, que sim, é bonito começarem de pequenos a incutir arte e cultura nos seus filhinhos, mas por amor a Deus, fiquem de olho neles, levem um trela ou algo do género, eu não julgo.

Mas de igual modo foi impossível escapar ao senhor que aponta o seu dedo indicador para uma obra no exacto momento que eu empurrada por outra pessoa viro a cara para era obra e pimba, quase que me vazava um olho, mas se assim já mal via a exposição, mais as outras pessoas em cima dos quadros e a crianças a gritar e correr, e tentar não cair em cima de nenhum idoso, o que me levou aos arames, o que me tirou do sério e me fez explodir foi… as fulanas e fulanos armados ao pingarelho com maquinas fotográficas todas XPTO a tirar fotos, a TIRAR FOTOGRAFIAS!!!

Esperem, se calhar não estão a compreender e eu passo a explicar.

Eu estudei arte, eu gosto muito do Maurits Cornelis Escher, a exposição estava interessante e é bom ir vê-la, MAS eu se quero saber mais compro livros, vejo e leio da internet, etc., no final da exposição até tem um espécie de loja para comprar “recordações” de exposição (só para quem tem muito dinheiro e não sabe o que fazer com ele). Acho que me perdi e vocês não estão a compreender a minha raiva.

E eu a uma exposição para ver ao vivo o que eu já vi em livros e na internet e em documentários, mas ao vivo é diferente, não é? Mas só o é que não tiver uma montanha de gente armada ao pingarelho em frente do quando com uma objectiva!

Eu compreendo quem com o seu telemóvel tire uma selfie (um retrato seu) ao pé da obra, para dizer ou recordar que esteve lá, eu compreendo, mas fotografar os quadros eu não compreendo, não compreendo mesmo, de todo, não entra. Só estão a atrapalhar quem quer ver a exposição! E se querem aquela obra existe sites ontem podem descarregar a obra com pixels suficientes para mandarem reproduzir e furar a parede de um quadro!!

Não consegui compreender estes pseudo artistas intelectuais, que só atrapalham que quer VER a obra de um artista ao vivo, eles assim nem lá estão, não estão a ver ao vivo, estão agarrados a lentes e a focar o reflexo de um vidro, que triste.

 

Só espero não ter partido nenhum osso da não da menina que estava deitada no chão…

29
Jan18

Desculpem

lolita

dar.jpg

Desculpem se me afastei.

Mas ao ficar desempregada, deixei de estar com tempo, tempo para estar em frente ao computador.

Até poderia ser bom, mas não é, e tudo o que apara aqui desabafava, contínua igual, igual igual não está, não estou naquele pesadelo de emprego, mas agora o pesadelo é de estar desempregada e sem perspectiva de futuro.

Acreditam que enquanto estava a trabalhar ainda fui chamada a umas quantas entrevistas de emprego, mas desde que fiquei em casa, nada, mesmo nada!

E sim, continuo a sentir-me triste.

 

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