De volta a casa, cheia de dores, mas ainda de férias, a primeira coisa que me pôs a fazer, até porque é mais forte que eu e não consigo ter descanso sem ter tudo despalhado, foi lavar a roupa todas das férias, máquinas e máquinas de roupa, e estender, e apalpar a ver se já está seco e levar para dentro e passar tudo a ferro, ai meu corpinho, e onde estava o meu tão desejado descanso?
Mas entre entrar e sair de casa, dei-me conta de uma coisa que me levou aos arames e não foi dos de pendurar a roupa.
A única coisa que pedi à minha sogra para me fazer, era para me regar a minha “horta”, está entre aspas, porque por mais que eu dê amor e cuidados à minha “horta”, eu até tenho alguma vergonha de a mostrar a outras pessoas.
Mas eu só pedi para regar, mais nada, e eu julgo que ela deve saber o cuidado que amor que eu tenho por ela (a horta) todos os fins de semana arranjo um tempinho para andar lá de joelhos e arrancar ervas daninhas e etc.
Todos os dias acordo mais cedo para regar tudo com cuidado, e porquê cuidado? Porque eu gostava tanto de ter uma horta biológica e cultivada e cuidada por mim, para colher os seus frutos, que eu chego (mesmo sempre a queixar-me de falta de dinheiro) a comprar livro sobre hortas e jardins, e leio a internet toda a saber qual a quantidade de água a por no quê, pois tenho medo de afogar algumas coisas, e secar outras.
Acho que quem me conhecer um bocadinho ia notar a importância que eu dou à MINHA HORTA. Dito isto eu acho que ela é minha, eu colho, ou compro as sementes biológicas, eu faço mini estufas, eu rego e aparo, eu amarro tudo o que é de amarrar com fitinhas bonitas, sim, para mim também é importante que ele fosse bonitinha.
E quando cheguei tenho todo de pantanas, os vasos todos trocados, as plantas atadas ao muro com arames, paus enfiados na terra e enterrados noutras plantas, plantou-me violetas ao lado das minhas cenouras, plantas de sala ao lado das couves, MAS QUEM, QUEM LHE ENCOMENDOU AQUELE SERMÃO???!!!
E por mais que eu quisesse ficar calada para não arranjar chatices com o meu homem, acho que até da estação espacial internacional devem ter detetado a minha cabeça a ficar vermelha e a deitar fumo. Por isso tive de explodir e perguntar PORQUÊ???? A resposta ainda me deixou pior, “é que a minha mãe tem medo de ti, e assim só fez as coisas como gosta quando tu estavas fora” WHAT????? Medo de mim porquê? Bem, talvez pelo facto de no laivo de desvairo, ter arrancado tudo do chão e prontos…
Ainda nas férias, estava eu deitada ao solinho, e um bocadinho distraída (ok, eu estava de rastos sem dormir, e tão cansada que nem vi nada), que quando ouvi um rosnar baixinho, levantei a cabeça para ver o que se passava, e não é que enquanto estou a levantar a cabeça o meu cão salta para ir ter com outro que vinha na minha direção. O resultado é que levei com o joelho dele mesmo de lado na minha cabeça. Qual sol de verão qual quê, eu fiquei foi a ver estrelas durante o resto do dia. E pimba, se já me custava a dormir com um galo ainda era pior.
Entretanto os dias começaram a ficar mais frios, mas eu distraída fui levar o cão a fazer xixi à noite, mas estava tanto frio que a única coisa que eu conseguia fazer era tremer, e com isto tudo do cão atrelado por uma mão e o meu corpinho todo aos tremeliques, cai do passeio, quer dizer, não cheguei a cair, entre o cair e não cair apoiei o pé com toda a força no chão que senti todas as vertebras da minha coluna a chocalharem que nem os carrilhões de Mafra.
Então entre a joelhada na cabeça e a queda, fiquei com a minha hérnia, em sofrimento, ui, eu tive tantas dores, que chorava, e gritava eu não mereço, eu já não ia de férias à tanto tempo e agora estou assim.
Entretanto, voltei para casa, mas ainda de férias tinha uma centena de planos de coisas que queria e necessitava de fazer, mas e fazer, como? Tive pelo menos dois dias a tomar comprimidos como se estes fossem M&M’s e a chorar desalmadamente. Não choro por mariquice, é que tenho mesmo dores horríveis, mas julgo que o facto de ter dores enquanto se está de férias, estas ainda doem mais. E se já me queixava de não ter dormido nas férias e pensar que quando chegasse a casa ia dormir que nem um anjo, toda essa ideia foi por água a baixo, tomava a medicação às 23 horas e às três da manhã já acordava submersa em dores, roguei um milhão de pragas ao médico por me ter passado o genérico, e culpei o genérico por não ser tão eficaz. Na verdade, quando não estamos bem culpamos tudo e mais alguma coisa.
Tudo o que eu queria nas férias era conseguir descansar, e como já aqui contei isso foi impossível, também queria apanhar um pouco de sol, mas entre estar de olho em todos os animais que por lá passavam e no meu próprio animal, isso também foi um pouco difícil, mas nem foi isso o pior. O pior é que para chegar à tal praia linda, e onde podia estar à vontade com o meu cão, tinha de andar à vontadinha uns três quilómetros para um lado e outros três para o outro. Já sei o que vão dizer, que isso não custa nada, mas lembrem-se que eu passei o ano todo aqui sentada o dia todo, o meu corpo não estava preparado para aquilo.
Ao inicio ainda estava cheia de força e vontade e só pensava em como andar esse percurso só me ia fazer bem. Mas a verdade é que a meio da semana já nem me importava de ficar em casa, sem wi-fi nem tv por cabo (devia ser proibido alugarem casas porque preço fosse sem wi-fi), sim, é verdade que li três livros e adiantei bastante a manta que estou a fazer em tricot (já vai dos pés aos joelhos… lá para 2020 está pronta).
Outra coisa que eu não queria ter de me preocupar e fazer durante as férias, era o comer, mas após a primeira noite em que compramos uma pizza por 20€, fizemos as contas e desisti da ideia de não ter de fazer comer. Então vai de ter de ir a supermercado e todos os dias fazer almoço e jantar e lavar a loiça, já tinha as mãos tão encarquilhadas de lavar a loiça que pareciam duas ameixas.
E pronto, assim foram as minhas férias fora de casa.
Se não dava para dormir ou descansar em casa pensei que a alternativa era a praia.
Mas eu levei o meu cão de férias, e também ele em casa não conseguiu pregar olho, afinal ele nunca tinha ido de férias, nunca tinha estado em outra casa, se para mim o barulho dos vizinhos era um inferno, para ele tudo aquilo era um terror, ele não sabia como reagir, se nos defendendo ladrando ou se chorando.
Mas a praia não foi melhor.
A praia era interdita a cães, e fomos logo abordados pelo nadador salvador que ameaçou chamar a policia, sim está mesmo tudo doido!
Eu sou da opinião que o planeta é de todos e talvez mais de todas as criaturas do que somente destes humanos parvos.
Um animal sem dono não sabe ler placas e anda onde quer, queria ver a policia marítima a passar multas ás centenas de gatos vadios que por lá andavam.
Assim sendo tivemos de descobrir uma praia sem bar, pois não tendo bar não é concessionada e não sendo concessionada ninguém quer saber dela. Mas não fomos os únicos a descobrir essa praia, que diga-se a verdade, era um paraíso, o único problema do paraíso é que pelos vistos só nós andávamos com o cão atrelado. Então sempre que passava uns donos todos catitas com o cão ou cães soltos, lá era o filme do costume, não dava para descansar, tínhamos de estar atentos para os outros cães não se virem meter com o nosso.
Um labrador todo bonito e bem alimentado que de certeza devia ter dono em algum lugar, atacou o pescoço do meu, o meu homem lá pegou no nosso cão ao colo (ainda pesa uns 20 quilinhos) e tive eu a afugentar o labrador com o chapéu de sol que nem uma maluca, e eu nem queria fazer mal nenhum ao animal, só queria que ele voltasse de onde tinha vindo.
E isso leva-me a outra questão, fiquei com a ideia que só nós apanhávamos o cócó do nosso cão, isso é triste, pois assim as outras pessoas nunca nos vão deixar sermos livres, é tão triste até os jardins terem placas a proibir os cães, é triste e estupido.
Ainda quero PAN que os cães possam ir a restaurantes, como? As pessoas são más e parvas, vão para as esplanadas dos restaurantes fumar e ficam ofendidos por as pessoas com crianças nas esplanadas não gostarem de estar a levar com o fumo, por sua vez quem fuma não gosta dos gritos das crianças, já eu por exemplo apanho o cócó do meu cão, mas farto-me de ver crianças a brincar com beatas de cigarros na área da praia. Os velhos fazem cara feia por o meu cão babar-se, mas eu faço cara feia aos homens que ainda escarram para o chão. Está tudo ainda não errado. Eu bem gostava de existir uma esplanada limpa em que não tivesse nojo do meu cão se deitar aos meus pés enquanto jantava a ver o pôs do sol, ia ser um mundo bonito, se ia!
De volta ao inferno, quer dizer, desculpem, de volta ao trabalho.
Mas sei que estão todos curiosos sobre as minhas férias, se descansei, se venho com uma força renovada, etc, etc.
A resposta é não para tudo.
Porquê, bem, primeiro porque a casa que alugamos para as férias, e diga-se que não foi nada barata, mas sim existe muito, mas muito mais caro, por isso dentro do caro até foi barata.
Mas lá porque dentro do mercado a possam considerar barata, eu julgo que simplesmente alguém com bom intimo, integridade e civismo não a devia ter alugado.
Porquê? Ora, o quarto ficava na varada que tinha sido convertida numa marquise (sempre tive “alergia” a marquises), mas nunca poderia ser considerado um quarto. A porta deste dito quarto era uma janela e quer a janela quer o estore desta só se podia fechar pelo lado de fora. Apesar de ainda não ser inverno, no dito quarto fazia um frio que não se podia, entrava uma corrente de ar por todo o lado, e o barulho… meu Deus, o barulho era impossível de pregar o olho.
Posso fizer que nas primeiras duas noites não dormi nem um minuto que seja.
E como era um segundo andar de um prédio com um milhão de apartamentos (deve ter sido construído já com a intensão de ficarem milionários a alugar apartamentos da m#$% no verão), e como todas a gente que lá estava devia estar de férias, era um abrir e fechar de portas a todas as horas da noite e madrugada. E as portas eram o menos, mas a canalização, dava para ouvir toda a gente a fazer xixi, tomar banho, lavar as mãos, ouvia-se as portas dos armários da cozinha, OUVIA-SE TUDO!!! E o filho da p$%& do vizinho do lado não desligou o despertador que por sua vez começava a todas à sete da manhã e ia tocando, tocando, tocando…
Ao fim de duas noites decidimos fechar a marquise e levar o colchão para o chão da sala. Mas não adiantou muito, o colchão era um pesadelo, o barulho só minimizou um pouco, e sono continuou sem conseguir chegar.
E como se isto já não fosse o bastante, um dos andares entrou em obras, e durante os restantes dias das férias, foi desde as 8 da manhã às 19 da tarde a partirem parede. Por isso dormir um bocadinho à tarde também era impossível.
Agora digam-me cá, como é que alguém aluga um apartamento sabendo que vai haver obrar e vão fazer barulho o dia todo, quem???
Todas as culturas têm as suas tradições, todas as religiões têm os seus costumes…
Eu não sabia de que religião seria o teu tio agora ou se tinha alguma sequer, isso não me impediu de assim que sobe que ele estava doente de ir rezar por ele.
E assim que sobe que ele tinha falecido, e como sinto a perda ele, e como sinto que é assim e sinto que não custa e eu tenho, e devido a tudo isto desde esse dia que me visto de preto. Porquê? Porque me apetece, porque é assim que me sinto, acreditem não faço nada pelos outros, mas se o fizesse pelos outros, sei que a minha mãe “gosta” desta pequena espécie de homenagem, como que desta forma não nos estamos a esquecer de alguém que foi.
Isto para dizer que não sendo eu velha e compreendendo que não somos todos iguais, e etc. chocou-me que a minha prima tivesse ido ao funeral do pai com o que para mim era um vestido de praia branco.
Até porque não lhe quis fazer velório, nem levar para a igreja, nem nada na verdade, disse que é por falta de dinheiro e compreendemos é claro, mas, mas afinal aparece a minha ex-tia a discutir com a minha mãe que a minha mãe é que tinha de pagar o funeral (eu já sabia que isto ia acontecer). E a minha ex-tia ainda disse que queria despachar isto tudo e nada de palhaçadas para podermos todo virar a página.
Uma pessoa que existiu, existiu, doí-me que as pessoas achem que uma despedida é uma palhaçada, doí-me imaginar que alguém é apenas uma pagina mal escrita num livro e que se arranca e deita-se a página para o lixo e pronto.
Não acho certo, e afinal todas as pessoas que passavam o dia com ele estavam a chorar, afinal o meu tio era católico e estava tudo chocado com o facto de ele não ter dito velório, ou um padre a dizer algo nesta ultima presença dele sob a terra, e ainda doeu mais, ver ser levado o caixão para queimar e pronto, fecha-se a porta e pronto, acabou…
Acabou?
Primeiro não acabou, ele existiu, ele fez uma filha, ele esteve cá! Ele esteve cá, ele amou, chorou, sofreu, riu, ele existiu.
Segundo algo me diz que a minha prima não vai mesmo pagar pelo funeral, e a agencia ainda vai chatear a minha mãe, a ver vamos.
Eu era a única de preto dos pés à cabeça e chorei, chorei muito e garanto que me mais alguém me tivesse perguntado porque é que eu estava a chorar eu batia em alguém, em vez disso desatei a gritar que não sabia que tinha vindo a uma festa, desculpem se pensei que tinha ido ao funeral do meu tio e por isso estava a chorar.
A minha ex-tia e amigas, ficaram chateadas comigo porque não as cumprimentei como se visse amigos de longa data, primeiro só queria chorar e não queria cumprimentar ninguém (desculpem, sou assim), segundo, depois da fita que ela fez à minha mãe no dia anterior, eu realmente não a queria de todo cumprimentar.
Depois farta de estar ali à espera que a carreta viesse e o trouxesse, comecei (como é meu costume) a andar, a andar, até que apareceu a carreta e os senhores conhecem-me porque a agencia é ao pé de casa da minha mãe, e então pararam e deixaram-me entrar para irmos para o cemitério, e assim eu fiz uma ultima viagem de carro com o meu tio.
Que vos posso contar, que estou triste? Estou muito triste.
Do que me vou lembrar mais do meu tio? Do rir dele.
Quando era pequena, eu ia te com ele ao trabalho dele para ir com ele para casa para passar o fim-de-semana com a minha prima, eu adorava ir passar o fim-de-semana fora, e adorava a minha prima. Mas o caminho de carro… bom, eu já de pequenina achava alguns silêncios incomodantes, e como sabia que o meu tio gostava de rir, eu durante a semana tentava aprender o máximo que conseguia de novas anedotas, para durante a viagens de carro ir a contar-lhe, e ele ria, e ria… e eu gostava.
Porra. Se fosse hoje em dia, eu ia ter de ir no banco de trás, e provavelmente ia agarrada a um tablet a jogar e nunca tinha aprendido anedotas para lhe contar.
Ele teve uma vida complicada, da ultima vez que estive com ele, ele dizia que a pior coisa que a minha avó fez foi casar com o pai dele, ouvi e não lhe disse nada, mas ficou-me na cabeça que questão de se ele tinha a noção que se a minha avó não tivesse casada com o pai dele, ele não existia?!
A minha avó ficou viúva muito nova e toda a gente a convenceu a voltar a casar nem que fosse para ter ajuda a criar a minha mãe que ficou sem pai aos três anos. Então a minha avó lá casou, dele ter feito o meu tio da noite de núpcias, e pouco tempo depois o padrasto da minha mãe fugiu para o brasil, resumindo, a minha avó ficou sozinha com dois filhos para criar…
O meu pai acabou por ser uma figura paternal até para o meu tio… mas nada ocupa um espaço perdido. O meu tio casou com a minha tia muito cedo, porque ela já estava grávida. A minha avó nunca gostou da minha tia, e pior ainda quando está saiu de casa e pediu o divorcio.
Eu compreendi a minha tia. O meu tio levava-me de carro para eu passar o fim-de-semana com a minha prima, mas assim que me deixava lá em casa, ia para o café, e eu ouvia ele a chegar bêbado já muito de noite quando já estavam todas a dormir. Por isso em parte e sem estar presente num casamento alheio dei razão à minha tia. Mas a minha prima ficou com o pai, e acabamos a passar os Natais juntos, o que eu gostava porque eu adorava a minha prima. Entretanto o meu tio arranjou uma brasileira, e a minha prima passou-se a saiu de casa, e eu achei que ela não se portou muito bem porque vez as coisas de rompante para por outro lado levou tudo de casa do meu tio. A minha mãe ficou muito revoltada porque isto não se faz e se a minha ex-tia teve o direito de ter tantos homens porque é que eu meu tio também não podia. Não me levem a mal, mas eu achei que tudo seria diferente se ele tivesse arranjado uma senhora normal, mas ele nunca gostou do normal. E é claro que a brasileira só se estava a aproveitar da casa à borla, quando a terra das patacas deixou de o ser e a enchente de brasileiros voltou para a terra natal, também ela foi deixando o meu tio completamente sozinho.
Entretanto o meu tio começou a vir sozinho passar o natal e a minha prima afastou-se de mim, o que me causou uma tremenda dor. E o meu tio sozinho nos natais, era terrível, ele queria beber comer bacalhau e ver o que queria na televisão, e começamo-nos todos a sentir mal, como se tivéssemos em nossa casa, mas não pudéssemos estar à vontade, não nos apetecia comer bacalhau, mas tinha de ser, etc. etc. e um ele apareceu (o que parecia já bêbado) sentou-se ao colo do meu irmão e fez xixi… o meu irmão passou-se, foi horrível. E começamos a arranjar desculpas para nos livramos dele. Afinal era só uma noite no ano, onde estava ele nós quando precisávamos, quando estávamos doente, nos hospitais, com problemas, etc… sim, foi mal, sinto-me a pior pessoa do mundo, acho que não me consigo perdoar, agora, agora que interessa, porque não fui melhor pessoa antes, porque não posso ser melhor pessoa?
Mas nos últimos anos ele começou a falar com regularidade com a minha mãe, e agora que ficou doente ainda mais, mas o cancro fez com que ele deixasse de falar, e ninguém nos dava notícias, a minha prima não retribuía as chamadas da minha mãe, e quando fazia dizia que ele estava muito feio que não valia a pena nós o vermos, sei lá. Mas o dia a dia ocupa-nos, e tudo o resto ocupa-nos, mas um dia peguei em mim e na minha mãe e fomos à procura dele. E foi assim a ultima vez que o vi, tadinho, devia ter pedido desculpa, devia ter pedido perdão, mas abracei-o, disse que gostava muito dele, não sei se disse que o amava muito, mas fiquei de lhe fazer um almoço com pudim, a minha prima ficou de o levar a minha casa para ele a conhecer e conhecer o meu homem e o meu cão e na minha cabeça ia ser um dia bom e íamos ser uma família grande e íamos falar e rir, mas ela não teve tempo e não o levou e ele morreu. E agora há tanto por dizer que só me resta chorar…