Só para que a semana acabe de forma doce, hoje deixo-vos com a receita de Mousse de Chocolate com Baunilha:
Ingrediente:
200 gr. de chocolate
200 ml. de natas
1 vagem de baunilha
50 gr. de manteiga
4 ovos
30 gr. de açúcar
1 pitada de sal
Levar ao lume o chocolate partido em quadradinhos com as natas e a vagem de baunilha com um golpe a todo o comprimento. Ir mexendo com uma colher de pau até está tudo derretido. Apagar o lume e juntar a manteiga e as gemas, e mexer bem até ficar tudo incorporado.
Bater as claras em castelo com uma pitada de sal e juntar o açúcar.
Misturar tudo delicadamente e levar ao frio pelo menos umas quatro horas antes de servir para prender.
Se gostarem da mousse mais solida, juntar à mistura do chocolate duas folhas de gelatina.
Fiquei a remoer no que aconteceu ontem aqui no trabalho. E irrita-me terrivelmente que isto (isto quer seja este local de trabalho ou outro) tenha chegado a este ponto, onde um chefe diz as maiores barbaridades e continuamos como se nada fosse.
Apetece-me fazer queixa, mas primeiro nem sei a quem e depois nem era bem uma queixa, seria mais um desabafo, não quero que acham consequências, na verdade estou a mentir, eu queria mesmo que houvessem consequências e ele fosse repreendido ou chamado à atenção, mas o mais provável é eu ser despedida por me queixar.
Parece que para além de mim mais ninguém ficou escandalizado, e mais uma vez digo, isto não é uma questão de podismo, mas sim de educação no local de trabalho.
É verdade que a minha colega para frase que diz mete uma asneira, e confesso quem acho feio, mas não me incomoda, outros colegas dizem asneiras, mas no contexto da conversa até têm piada, mas um chefe?? Ainda por isso um que entrou á dois meses!
Mas quando desabafo as opiniões sobre eu fazer algo dividem-se, “ai que ainda és tu que ficas mal” “ainda vais tu para o olho da rua” ou “deves marcar a tua posição e dizer o que sentes”, eu já nem sei o que sinto, só que não gosto mesmo nada dele, da postura dele, do dialogo dele, eu até já tento fugir dele, e como posso trabalhar com alguém que quero ver ao longe???
Mal acordei foi cheia de esperança ver se tinha acertado em todos os números do euromilhões… não, não acertei nem em um.
Fico tão desanimada, acho que perdi a esperança em ter uma vida relativamente boa à custa do meu trabalho.
E como eu estou desesperada com este trabalho.
O novo chefe só fala mal, mas mesmo mal, não gosto nada de estar num ambiente assim. Não é podismo nem nada do género, com os amigos é na boa, mas no trabalho asneiras, palavrões e descrições horríveis, acho mesmo terrível, já para não falar que a minha experiencia me diz que chefe que fala e discute assim com os funcionários, não faz nada a não ser levar a empresa para o fundo. Porque normalmente não são pessoas com uma visão geral da vida, dos clientes, são pessoas agressivas e esta energia sente-se, até pelos clientes, e já vi isto várias vezes e retira-me toda a esperança de que aqui seja diferente.
Depois temos a filha do dono da empresa que continua a chorar, agora já não é pelo pai nem pela mãe, agora é pelo casamento que está a descarrilar. Mas porque é que ela não fica a chorar em casa, mete baixa ou qualquer coisa do género.
Se eu já não me sinto bem a todos os níveis, trabalhar num ambiente assim é como levar mais um murro no estomago ☹
Hoje os meu colegas todos estão a falar das notas dos filhos que estão todos nos quadros de honra, que têm 98% nos testes, todos menos uma… claro que eu me compadeci logo e a verdade é que têm de parar de falar assim das crianças, deixem as crianças serem crianças, e serem bons alunos na quarta classe não quer dizer nada, no nono ano podem já não querer saber de nada, e nem terminar a universidade hoje em dia quase que não tem valor nenhum.
Dá-me ideia que ou se tem amigos que ajudem, ou um paizinho ou padrinho, ou todo um percurso escolar não significa nada na vida de hoje em dia.
E conectar alguém como inteligente também não me parece nada bem, cria obrigações e objetivos que podem não voltar a conseguir alcançar.
Sei lá, eu penso nisto, porque comecei a usar óculos com cinco anos de idade, e claro na escola comecei a ser a caixa de óculos, a quatro olhos, ora se os colegas são maus, refugiei-me nos livros, na televisão, etc.
E desde então que o facto de usar óculos parece que fez logo de mim uma pessoa mais inteligente.
Algo que me marcou foi uma vez ter ouvido uns colegas meus dizerem que iam fazer um teste ao meu lado por eu era inteligente… e eu terrível como só respondi a tudo errado só para eles também não terem boa nota!
Acho que a falta de amigos me empurrou para os livros, mas estes nem sempre era de estudo, e a televisão (outra grande companheira) deu-me muito conhecimento é verdade, mas nem sempre aplicável nas disciplinas na escola. Acho que tenho bastante conhecimento geral, ao ver aqueles programas do género “Quem quer ser milionário”, acerto em grande parte das perguntas, mas não diria que sou inteligente, afinal acho que se o fosse não estava a trabalhar aqui, não é?
Afinal o que é ser esperto ou inteligente?
E isso é bom a que nível, na vida amorosa e familiar? A nível monetário? A inteligência é uma mais valia para ser feliz?
Tenho mesmo muita pena de ser como sou… odeio os saldos!
Tenho pena porque devia gostar e aproveitar para comprar produtos mais baratos, mas os saldos tiram-me a paciência.
No sábado tive de ir às compras porque precisava mesmo de comprar uma coisa, e lá foi eu a um centro comercial, depois de comprar o que necessitava, e já que lá estava decidi ir lavar as vistas pelas lojas, mas esqueci-me que já estamos nos saldos.
Fiquei de olhos esbugalhados e ver a fila para os provadores, na Zara a fila era tão grande que ainda pensei que estavam a dar alguma coisa. E em desespero as pessoas, quer fossem mais velhas ou mais novas, e independentemente do género já estavam a experimentar as peças mesmo na loja, no meio da loja! Fugi de lá a sete pés.
Sim, também eu já experimentei umas calças no meio da Breska, os provadores estavam cheios e já cheiravam mesmo mal, e como eu estava de saias colants e sabrinas, pimba, experimentei ali mesmo, foi só largar as sabrinas e enfiar as calças e ver-me ao espelho. E era na altura no Natal, outra altura em que as pessoas ficam tolinhas e comprar de tudo. Eu só compro quando preciso, sei que devia aproveitar as promoções, mas quando as lojas ficam cheias e tudo desaromado deixo de conseguir ver se existe alguma coisa bonita, e perco mesmo a paciência. O mesmo me acontece em feiras. Tenho mesmo pena.
O meu primeiro trabalho a sério, eu despedi-me também porque ia um dia para lá, e não sei como já não ia a andar pelo passeio, mas pela estrada. Acho que estava tão desnorteada que nem me dei conta de ter descido do passeio, ou porque é que estava a andar pela beira da estrada, não sei mesmo, só despertei quando um autocarro passou mesmo a roçar por mim, e lembro-me de ter tido um pensamento terrível, de que se o autocarro me tivesse atropelado eu não tinha de ir trabalhar. Quando me dei conta de como eu estava e da estupides que me tinha passado pela cabeça, mal entrei fui direitinha ao gabinete do patrão e disse que o ultimo dia do mês ia ser o meu ultimo dia de trabalho (era logo na semana a seguir, porque se estivéssemos no início do mês, acho que não teria aguentado).
Mas nessa altura tinha menos 18 anos do que tenho agora, tinha imensa esperança que ia encontrar outro emprego, e que, entretanto, não ia haver problema, bem ou mal os meus pais tinham-me alimentado até ali, por isso mais algum tempo não ia acontecer nada de mal.
Hoje tive um pensamento semelhante quando estava ao telefone lá fora e estava no meio da estrada e passou um carro a abrir por mim. Só que agora apesar de tudo o que sinto cá dentro de modo algum me posso despedir, e isso faz com que só me apeteça estar aqui a chorar…
Já aqui partilhei várias vezes a minha paixão por livros e por ler. E também já aqui referi adoro tudo o que é fantasia e fantástico, épá, o que querem gosto mesmo!!!
Mas a verdade é que ao fim de algum tempo, tirando algumas surpresas como a Guerra dos Tronos por exemplo, este universo anda às vezes é repetitivo. Então estive a ler ideia de “evoluir” e comprei um livro de ficção, eu já li ficção cientifica e também gosto, e adoro o género não só em livros como filmes e séries, então andei à procura e li muito boas criticas sobre uma nova coleção, e vai de comprar, e como é uma série e já saíram dois livros, vai de comprar os dois.
E que nem uma viciada agarrei-me logo ao livro como se não houvesse amanhã…. mas não é que o livro para mim roça mais no terror do que na ficção. Quer dizer eu sei que à partida terror é um género de ficção. Mas puxa, o livro mete-me medo, e agora não me apetece ser, mas eu quero ler, ainda por cima porque já comprei o segundo, mas eu tenho por habito ler na cama antes de dormir, e se eu já andava com insónias, imaginem o que sofro agora para adormecer.
E eu quero saber o resto da história, a sério que quero, mas tenho medo!
Não quero repetir nada do que se tem falado nas noticias, nas redes socias, nos outros blogs, etc.
Só queria contar que o meu avô paterno era bombeiro voluntário. Nunca recebeu nada a não ser o funeral, que eu tinha seis anos, mas recordo como achei bonito, apesar de triste e horrível, o caixão ir no carro dos bombeiros com a bandeira e as medalhas…
Mas tirando isso, ele fazia mesmo por gosto, segundo contam assim que a sirene dos bombeiros tocava ele saltava logo da cama (caso fosse de noite), de dia ele largava tudo e lá ia ele. Parece que a minha avó odiava tudo isto porque ele chegava a casa todo molhado e tudo sujo e era ela que tinha de lavar a roupa.
Parece parvo, mas tenho este orgulho pequenino, por algo que não fui eu a fazer ou ajudar, mas há um orgulho de na minha árvore arvore genealógica ter tido um avô bombeiro.
Não pensem depois de lerem o texto que publiquei ontem que eu não gosto de pessoas gordas!
Não é nada disso.
Até porque aqui a filha do patrão nem essa simples desculpa tem. Segundo a própria, ela já vez uma redução gástrica, lipoaspiração e até retirou partes, e mesmo assim é obesa.
E eu só imagino quanto é que não terá custado isso tudo.
E a quantidade de pessoas que existem que até têm força de vontade e não têm dinheiro… mas ela pelos visto teve o dinheiro, mas a força de vontade… ela passa o dia tudo a mastigar, dá cá uns nervos!!
E dá a desculpa de ser gorda para tudo, é desculpa e tenta até fazer graça, mas no caso dela as piadas não têm grança nenhuma.
E eu até me sinto mal porque também não paro de engordar e já começo a achar que é praga dela, porque eu não estou a comer mais, nem mais, tento fazer refeições equilibradas e a horas e tudo como manda tudo o que nutricionista no mundo, então que faço? Culpo a idade? Acho que a culpa é mesmo de sedentarismo, passo os meus dias sentada, e o exercício que faço não deve de todo ser suficiente.
Á pouco quando fui à casa de banho tive ganas de ir buscar uma tesoura e raspar as calças de mim, sim, eu sei que o calor e o suor também tiveram a ver com o facto das calças não querem sair de mim, mas puxa, eu estou com uma pança gigantesca, que heide fazer?
Sou a primeira a dizer que a inveja é um sentimento como qualquer outro e que não devemos ter vergonha, contudo existe inveja e existe ser má pessoa.
Uma coisa é dizermos que também queríamos ter isto ou aquilo, pois sentimos inveja, mas algo é querer, que é normal, até é normal termos perceção que existem uns com tanto e outro com tão pouco. E até eu sei que não sou boa, mas também sei que não sou má, e acima de tudo, tento muito não ser mal-educada.
Dito isto, já vos contei que na própria entrevista para este emprego, me disseram que o patrão era um monstro, e quando ele teve o AVC com o derrame cerebral, foi num dia que ainda pensei que tinha sido eu a desejar-lhe tal coisa, mas pensando bem, tanta gente se deve ter desejado muito pior, das coisas que ouvi, deve-me mesmo ter-lhe desejado muito mau, na realidade o karma dele devia ser terrível, mas não acredito que nem ele nem a família dele pense assim… e a filha dele como também já vos descrevi um pouco da personagem, este pensamento de karma nunca lhe passou pela cabeça, para ela o paizinho é a melhor pessoa do mundo, e tudo o que ele diz e pensa é ordem e lei. E ela tem-se na mesma conta e nem pensa que o que diz é feio e mau.
Hoje trago um vestido que já tem bastantes anos. Quando ele era novo, sempre que o vestia no meu emprego (onde tive sete anos), tinha um colega que me dizia uns piropos incríveis e me fazia sentir uma autentica bomba, uma estrela. Eu confesso que adorava esta reação dele, mas nunca me iria passar pela cabeça fazer algo, nunca iria trair o meu homem, e nem o meu colega iria trair a namorada, era só algo que fazíamos, brincávamos e julgo que fazíamos ambos nos sentir bem com os piropos e brincadeiras.
Continuo a usar o vestido porque ainda está relativamente bom, é um simples vestido preto, mas tem um decote nas costas, não é grande, nem mostra sequer o sutiã, mas é no pouco para virar algumas cabeças (pelos vistos).
O meu novo chefe é um homenzinho horroroso que logo pela manhã tive a vontade de voltar para casa e trocar de roupa.
Mas a filha do dono da empresa não parou de mandar bocas. Claro que as bocas eram para mim, mas a minha avó ensinou-me que mulher séria não tem ouvidos, e eu acho que o melhor é não dar troco a este género de pessoas, mas a verdade é que ouço e imagino todo o género de respostas que lhe gostava de dar.
Foi só bocas relativas aos meus ossos, é que com o decote nas costas do vestido, e da forma como me sento a trabalhar, as minhas omoplatas ficam salientes, eu nem acho nada bonito, mas como ela é obesa, tem inveja dos meus ossos, e eu bem precisava de perder uns quatro quilos, mas a inveja feia é assim. O pior mesmo é que estou sempre com pele de galinha por causa do frio que tenho devido ao ar condicionado que para mim está ao nível da sibéria. Mas para ela está bom, pois com aquela camada liposa dela, é claro que com ele frio ela continua a suar em grande, e claro é até da minha pele de galinha ela tem inveja, quando a única coisa que eu queria era poder desligar o ar condicionado… sim, se calhar eu gostava se ser filha do patrão para poder ter o ar condicionado à temperatura em que me sentisse bem, é inveja é uma coisa assim.