Cá entre nós que ninguém nos ouve, a verdade é que nunca gostei do Carnaval.
Desde de que me lembro a minha mãe costumava começar a fazer o meu fato de Carnaval a partir do dia 1 de Janeiro, e eram lindos. Ao contrario dos miúdos de hoje em dia, que os vejo a vestirem três a quatro fatos por dia, a minha mãe fazia-me um para eu vestir nesta altura, mas nunca gostei de andar assim mascarada, talvez porque fosse obrigada a ir assim para a escola e depois íamos passear no fim de semana e no dia de carnaval, e lá tinha eu de me pintar com aquelas maquilhagens dos anos 80 que cheiravam muito mal (se calhar não cheiravam todas mal, só as da minha mãe, é coisa que nunca vou saber) e depois era a trabalheira de limpar a cara e custava tudo tanto a sair, e eu tinha de ficar muito bem comportadinha nesses dias porque não queria estragar nada do fato que a minha mãe tinha dito tanto trabalho a fazer.
A única coisa boa, era a sensação de orgulho quando me perguntavam quem me tinha feito o fato e eu dizia que era a minha mãe e toda a gente ficava admirada, sim, era uma sensação de orgulho muito boa, mas tirando isso continuava sem gostar do carnaval.
A minha mãe fez-me vários fatos de palhaça, minhota, capuchinho vermelho, emília do sítio do pica pau amarelo (estava igualzinha, mas passei o carnaval ainda mais lixada porque toda a gente dizia que era a pipi das meias altas, será que não viam que não tinha nada a ver!!!), etc. etc., ela fazia os folhinhos nos aventais, ela cozia as lantejoulas, ficavam lindos, mas eu crescia e no ano a seguir quem os vestia era a minha prima, acredito que ela também deva ter os seus traumas, pois vestia sempre um fato que já tinha tido o seu sucesso.
Na adolescência o ter de mascarar ou não passou a ser uma opção e claro que a minha opção foi não, não me mascarava, mas vivia esta altura com algum pânico sempre com medo de levar com um ovo, vá lá que consegui fazer a escola toda e o liceu sem nunca ter apanhado com nenhum.
Os miúdos agora já não mandam com ovos, pois não?
Claro que nos meus 20's e 30's voltei a gostar de me mascarar mas sempre fora do carnaval, adoro o Halloween e qualquer desculpa é uma boa desculpa para fazer uma festa de mascaras temática, mas mascarar-me no carnaval nunca teve grande piada, se calhar tem a ver com a minha personalidade ser do contra, não sei.
Mas como tenho de trabalhar quer no dia de hoje e já trabalhei em empresas que não davam o dia de carnaval, talvez por ter este espirito revolucionário, ia sempre mascarada para o trabalho, nem que fosse apenas com um nariz de palhaço, e o que eu gostava mais ainda era de ir a conduzir com o nariz e olhar para a pessoa no carro ao lado, as reações era sempre giras, acho que todas as pessoas necessitam de rir, no mínimo sorrir.
Mas este ano nem para isso tive vontade, porque das duas uma, ou os meus colegas iam rir, e cá entre nós, não me apetece dar-lhes esse prazer, ou iam estranhar e gozar, e também não estou para isso, por isso este ano ou acabei com essa tradição ou fiz-lhe uma pausa, a ver como os próximos anos serão.
E já estamos no Carnaval, e apesar que querer que o parlamento declare de uma vez por todas o Carnaval como feriado oficial, porque é estupido nunca sabermos se a empresa dá ou não dá o dia, e por mais que o governo diga que os funcionários públicos podem fazer ponte, isso para o comum dos mortais não quer dizer nada, por isso, por favor, de uma vez por todos oficializem o Carnaval como feriado, por favor!!
Afinal o Carnaval já remonta ao tempo do paganismo, o que para mim é como dizer que o ser humano necessita dele como feriado, o mais que não seja para ficar num dia de chuva estendido no sofá.
Eu já tive de trabalhar no dia de Carnaval, e acreditem que não tem graça nenhuma, quase que sentimos que estamos um episodio do Twilight zone e sentimos que somos os únicos habitantes da terra a estar fechados no escritório, é HORRÍVEL!
Por isso vá lá, vamos oficializar isto de uma vez por todas!
Será que alguém me está a ouvir?
Vá lá por favor senhor deputado, leve novamente este assunto sério para ser debatido na assembleia.
Com este tempo assim meio esquisito, o que mais gosto são de bolos que sabem bem a acompanhar um chazinho ou uma grande chávena de café, por isso deixo-vos aqui a receita do Bolo de maçãs e mel, hum...
Ingrediente:
120 gr. de manteiga
200 gr. de açúcar
3 ovos
3 maçãs
8 colheres de mel
sumo de uma laranja
uma colher de sobremesa de fermento
350 gr. de farinha
Liga o forno a 180º para ir ficando quentinho.
Unta uma forna de bolo inglês (ou outra qualquer) com manteiga e polvilha de farinha.
Bater muito bem até ficar uma pastinha esbranquiçada a manteiga amolecida com o açúcar, depois de bem batido juntem os ovos um a um, juntem três colheres de mel e o sumo da laranja, o fermento e por fim a farinha, vai ficar uma massa espeça.
Por metade da massa na forma e por cima as maçãs descascadas e sem caroço e cortadinhas em fatias finas, entre as camadas de maçã ir pondo as restantes colheres de mel e terminar com o resto da massa, alisar bem para ficar bonito e levar ao forno durante uma hora.
Vão dando um olhinho para não queimar.
O bolo é seco, com a massa quase a ser uma massa de bolacha, mas no meio é ótimo com as camadas macias e doces da maçã com o mel... hum, tão bom!
Lembram-se que aqui à duas semana ter escrito o post ainda sobre moda que era sobre o catalogo da La Redoute, e não escrevi esse texto apenas porque sou tolinha, eu tinha ligado para lá (sim, eu não tenho nada para fazer no trabalho) e foi de lá que me disseram que não iam mais ter o catalogo que agora iam funcionar apenas por venda online.
Fiquei chateada e escrevi esse post. E fiquei chateada porque acredito que há muita gente que ainda não sabe trabalhar com a internet e muito menos vendas online, olhem o meu tio que com 67 anos não sabe escrever uma sms!
Então imaginem o meu espanto quando ontem cheguei a casa e tenho na caixa do correio o catalogo da La Redoute!
E volto a ficar extremamente irritada com o facto de parecer que anda meio mundo a gozar com o outro meio.
Porque carga de água a funcionaria da La Redoute me disse ao telefone que já não iam fazer mais catálogos????? Porquê???
É verdade que o catalogo é apenas uma sombra do que já foi, afinal eu ainda sou do tempo que eles vendiam "massajadores faciais" pelo catalogo (não sei se fazem ideia do que é que eu estou a falar).
Tem muito menos de metade do tamanho que costumava ter, os homens têm apenas direito a quatro páginas, e todo o catalogo parece que foi impresso na impressora que tenho lá em casa. Sim, é bonito dar a ideia que estão preocupados com o meio ambiente e colocar lá o selo que identifica que o catalogo foi impresso com certificação ambiental. Mas estamos em 2017 e o papel reciclado já é igualzinho ao papel que não é reciclado, por isso não há necessidade de fazerem em papel que parece ser reciclado, já para não falar da gramagem deste que agora é super grosso sem necessidade nenhuma, quase que aposto que custou quase o mesmo a impressão deste catalogo, a nunca coisa onde pouparam foi na produção de moda, pouparam nas modelos, nos fotógrafos, etc., mas eu que estou dentro no meio não acredito de todo que pouparam na produção do catalogo em si.
Mas tudo isso é um á parte tendo em conta como estou irritada com a mentira, porquê mentirem, ou nem se deram ao trabalho de informar os funcionários, e estes respondem qualquer coisa, não se não ao trabalho de se informarem? Não há de isto tudo, mas refiro-me a TUDO, ESTAR TUDO MAL!!!
Como que no rescaldo do que aconteceu ontem aqui no meu trabalho, sinto-me completamente desanimada, a minha vontade de me levantar da cama de manhã para vir para aqui é nula, e pior do que isso, conseguir sentir-me descansada e ter uma boa noite de sono também parece ser coisa da qual já não tenho memória.
Depois de já ter trabalhando e ter feito tanta coisa, é incrível como ainda acontecem coisas que me surpreendem, e estou farta, sei que tenho de trabalhar para ter dinheiro para me alimentar, mas sinto-me mesmo desanimada com tudo, parece que só ia conseguir ganhar folego que conseguisse ter algo meu um projeto meu para poder dar tudo de mim, o pior é que não tenho dinheiro para investir em nada, mas isto de trabalhar para terceiros está a mandar-me mesmo para baixo.
E como o ordenado é tão pouco os meus sonhos estão a definhar... dantes ainda conseguia por um sorriso nos lábios e enfrentar o dia imaginado que estava a avançar um degrau de cada vez, mesmo quando parecia que caia um lance de escadas a baixo, imaginava que ia levantar-me e voltar a subir tudo num instantinho, mas agora já não vejo nada assim, sinto-me como se estive a andar em areias movediças e quando mais me tento mexer, mas sou sugada para baixo.
É horrível sentir-me assim, sinto-me mesmo como um treinador que mandou a toalha ao chão, não sei o que fazer, não vejo alternativas nem saída para este estado de depressão.
Eu comecei este blog porque estava a ficar completamente desesperada neste emprego que arranjei, e o pior ainda estava para vir, cada dia é pior simplesmente pelo facto de eu não ter rigorosamente nada para fazer, nem ninguém com quem falar, estou aqui para um canto apenas à espera do fim do mês para receber o meu parco ordenado, mas este foi o único emprego que eu consegui ao fim de um ano desempregada e eu preciso mesmo dele apesar de estar a dar cabo de mim.
Sei que já trabalhei em sítios terríveis, mas já me cansa que já ninguém acredite nas minhas histórias, como se fosse impossível acontecer tanta coisa em tantos empregos a apenas uma pessoa, eu.
E hoje foi mais um desses dias estupidamente insólitos, que me faz duvidar de tudo, como podem algumas empresas estarem abertas?!
Esta empresa pertence a um grupo e quem trata da maior parte das coisas é a cede do grupo, como tal hoje chegamos cá e estava um senhor da EDP para fechar a luz!!! Porquê? Porque o contrato tinha terminado e ainda devíamos uma batelada de dinheiro.
Ligaram para a cede que estava mais ou menos a par da situação, e para não pagar já fizeram um contrato com outra empresa, mas só começa para a semana, mas não acreditaram que, entretanto, iam aparecer para desligar a luz, e assim foi desligaram.
E como vivemos numa sociedade que funciona à base do medo, foram à presa alugar um gerador para a cede não descobrir que estivemos meio dia parados às escuras e sem faturar e para poder trabalhar vai de alugar o gerador e comprar bidons de gasóleo, se isto não é insólito e irreal eu não sei o que é!!!
E assim se começa mais uma semana de trabalho, sem trabalhar.
De certeza que já vos aconteceu, ou pelo menos eu espero que já vos tenha acontecido e que não seja só comigo, mas fico completamente possessa quando acontece, quando vamos todas contentes a entrar numa loja e a porcaria do alarme da loja dispara e fica toda a gente a olhar para nós.
Odeio, e faz-me sentir tão mal, nunca roubei nada (tirando a roupa de uma boneca a uma colega quando andava na terceira classe, sei que foi parvo, mas julgo que todas nós já roubamos pelo menos uma vez, talvez para experimentar, mas tirando essa vez, nunca roubei nada), mas mesmo tendo a consciência tranquila e sabendo que as empregadas das lojas já estão mais do que habituadas, não gosto mesmo nada que as malas apitem, fico mesmo pelos cabelos.
Da ultima vez que aconteceu até me senti mal pois fui antipática para a moça da loja, mas ela disse-me que o alarme reativa devido ao calor, e eu perguntei-lhe se por acaso devo passar a guardar a mala no frigorífico?
Mas faz sentido as lojas colocarem alarmes por dentro das malas ou por dentro dos sapatos?? Pior ainda, por dentro dos livros!!!
Já não basta o alarme normal?
Até porque quem rouba não me importa que apite por são pessoas mais descontraídas.
Já eu mesmo sabendo que não fiz nada de mal, fico a sentir-me terrivelmente mal.
E depois nas lojas ainda dizem para apalparmos a mala à procura do alarme e parti-lo, mas já não basta termos comprado a mala agora vamos ter de a apalpar toda? Mas nunca encontro nada, e sei que tenho pelo menos duas malas que não posso ir com elas às compras..., mas acabo sempre por esquecer e depois é sempre a mesma vergonha.
Uma coisa que se falou muito no dia dos namorados foi sobre comida, como fazer um pequeno almoço romântico, etc., ora quem é que tem tempo a uma terça-feira de fazer seja o que for romântica?!
Ok, se calhar muita gente tem, mas julgo que ainda o mais simples é ir comer fora, mas tenho cá para mim que também não é um dia muito bom, pois os restaurantes estão cheios, e tenho a opinião que nunca é muito bom, principalmente para nós mulheres estarmos num restaurante cheio de outros pares românticos, pois a nossa natureza é de comparar, e se vamos comparar podemos achar que não nos saiu a lâmpada mais brilhante do carrocel... e isso é uma bola de neve que não queremos ter de agarrar.
Por isso mesmo quando cheguei a casa (apesar que não ter recebido nenhum presente) fizemos a meias o jantar, um belo esparguete com gambas.
E apesar do esparguete ter ficado para sempre conectado à cena mais romântica de todos os tempos no cinema (quem é que nunca quis experimentar recriar a cena da "Dana e o Vagabundo" quem?), a verdade é que o esparguete é a comida menos romântica de sempre, e já consta nos manuais de boa educação que só se deve comer esparguete com familiares que se conhece já à uma vida inteira.
E ainda não compreenderam a razão, deixem-me que vos explique, imaginem que é o vosso primeiro jantar romântico com o tal, e como tal estão nervosas, e se estão nervosas esqueceram-se completamente como é que se come esparguete à italiana com colher e tudo, e mais uma vez, comer esparguete à italiana com colher e tudo é bom, mas dá trabalho e ninguém quer ter trabalho num jantar romântico. Mas voltamos à parte em que estamos nervosas, então para comer o esparguete ou enrolamos aquilo todo no garfo e enfiamos uma garfada enorme de esparguete na boca, ou chupamos, nada disto é bonito de se ver, claro que podemos também tentar cortar o esparguete todo aos bocadinhos e tentar que ele vá para o garfo, mas é inevitável que entre o parto e a boca lá caia um pedaço. E esparguete é bom é com molhanga!
Mas se o molho for de tomate e o jantar é românticos e nós estamos nervosas, tudo isto é igual a uma bela de uma nódoa na roupinha preciosa que escolhemos para aquela noite, já para não falar que se o esparguete estiver bom e comermos com vontade, vamos inevitavelmente ficar com a boca suja que vamos limpando ao guardanapo que por sua vez vai ficar todo (desculpem o português) cagado.
Mas cuidado esparguete à carbonara com natas e ovos no dia dos namorados pode resultar na noite acabar connosco fechadas na casa de banho, se for com marisco há sempre o trabalho nada elegante de estar a tirar a ameijoa da concha... ficava aqui o dia todo a dar exemplos.
Mas para terminar, não se esqueçam que o amor é cego e nesse tipo de amor, podemos comer o que quisemos, que ninguém vê nada!
Dia 14 de Fevereiro, mais um dia de São Valentim, e com ele as redes sociais estão forradas a corações vermelhos.
Dizem que é um dia de consumismo, mas isso é o que os forretas dizem de todos os dias especiais, e mais uma vez, só gasta dinheiro quem quer, ou só custa a oferecer quem não tem vontade de dar!
Eu sei que estraguei todos os meus futuros Dias dos Namorados no primeiro dia dos namorados que passei com a minha cara metade, sei que reagi mal ao presente e agora também sei que isso é coisa que ele não esquece e como tal desde o primeiro que a coisa foi sempre a descer.
No nosso primeiro Dia dos Namorados, e o mais engraçado é que eu não faço a mais pequena ideia do que é que ofereci, penso que isso deve fazer de mim uma má namorada, mas raios sou incapaz de me recordar, será que não ofereci nada, não acredito. Ás vezes fico parva com a minha mãe, ela está casada á 51 anos e lembrasse que conheceu o meu pai a dia 17 de Agosto, quem é que se lembra do dia em que conhece uma pessoa? Acho que nem sendo amor à primeira vista me ia conseguir recordar do dia certo. E não consigo mesmo lembrar-me o que ofereci, mas lembro-me o que recebi, lembro-me que estava nervosa, era o primeiro se ele me oferecesse algo isso significava que a coisa era séria, certo?
E ele ofereceu, e "caiu-me tudo ao chão", isto porque ele me ofereceu um colar com um coração em ouro.
Na altura não reagi bem e isso estragou para sempre todos os futuros dias de São Valentim.
Primeiro eu não usava ouro, agora já sou capaz de usar coisas douradas, mas á umas décadas a trás era incapaz.
E segundo era um colar... talvez cá por dentro eu estivesse à espera de um anel, na verdade, tantas décadas depois continuo à espera de um anel...