Pois lá me enchi de coragem e lá fui ao cabeleireiro, coragem porque como queria algo diferente e nunca tinha feito nada assim naquele cabeleireiro, uma pessoa fica sempre com algum receito de como é que o resultado final vai ficar.
E mais uma vez se veio a verificar que o barato sai caro, sim, vou aquele cabeleiro porque é perto de onde moro agora e porque é barato (e mesmo assim é caro), mas sempre é mais baratos dos sítios onde ia quando o ordenado assim o permitia.
Pedi que queria pintar para ficar acobreada com um pouco de ruivo, mas a dar para o amarelo e não vermelho, e para me fazer entender até mostrei imagens no telemóvel:
E com um corte semelhante.
E também pedi para me pintarem as sobrancelhas, e os problemas começaram logo aqui, quando referi "então e as sobrancelhas?" tinham-se esquecido e já não havia mais tinta e de certeza que me ia ficar mal porque ia ficar muito artificial... artificial é notar-se a diferença entre o cabelo e os restantes pelos, mas deixei passar.
Mas depois de me lavarem a cabeça e de uma ver o resultado final, quase que me dando uma coisinha, como é que vos consigo explicar, os primeiros 8 cm de cabelo (vamos dizer que é a raiz) está assim para o cor de rosa, mas quando bate o sol é mesmo vermelho, e o resto do cabelo ficou preto, mas quando bate o sol FICA MESMO VERMELHO.
Pois disseram-me que nunca tinham visto tal coisa acontecer, que deve ser do meu cabelo... ora se já não há mais nada a fazer e como eu sou boa pessoa que não queria discutir, já fomos ao corte, que por esta altura eu já só me queria livrar dos poucos cabelos que já estavam um pouco espigados, mas a tesoura não devia estar bem afiada porque vim com o cabelo mais espigado do que o que estava.
Fiquei mesmo triste.
Mas eu tento sempre encontrar algo de positivo... e então se eu estiver ao sol, com este a bater-me na cabeça eu (na minha cabeça é claro) estou parecida com a Jean Grey dos X-MEN, FANTÁSTICO NÃO?!
Este quase que é uma continuação do post de ontem.
Como vos contei fui a uma consulta, a ao pensar sobre o que podia escrever hoje decidi partilhar convosco este problema.
E porquê, porque a maior parte de nós não liga e não pensa sobre alguns problemas que existem, e por vezes ou assustamo-nos ou não ligamos, e não há nada como partilharmos histórias e experiencias pois quanto mais sabemos mais forte somos.
Quanto tinha uns 4 aninhos os meus pais tiveram imensa fé em mim, e não quiseram acreditar que a filhinha deles era burra, e fizeram bem, por veio a descobrir-se que afinal eu não via a ponta de um corno à frente do nariz.
E como tal ainda antes dos 5 anos já usavam óculos.
Digam o que dizerem do bulling hoje em dia, mas ninguém ajudava a pequena caixa de óculos nos anos 80, se se era pequena e se se usava uns óculos cor-de-rosa com graduação fundo de garrafa, bom, vamos apenas dizer que era difícil.
E apesar da fé que os meus pais tiveram em descobrir que eu até era capaz de aprender se conseguisse ver, eles não viram a minha relutância em usar os óculos, e como tal eram mais os dias que os óculos ficavam em casa do que os dias que eu os usava, e como resultado a minha miopia e astigmatismo iam piorando.
Mas com o tempo quem não vê reconhece que é preferível ver o mundo à nossa volta, incluindo as pessoas feias que nos chamam nomes.
Mas fica cá sempre uma coisinha cá dentro, e quando fiz 18 anos, ui esqueçam a porcaria dos óculos, marquei uma consulta com uma optometrista e passei a usar lentes de contacto, nem imaginam o que isso é!
Ainda me lembro como se fosse hoje a primeira vez que chorei e dei-me conta que podia chorar à vontade, sem ter de tirar os óculos porque embaciavam e sujavam-se todos.
E como esta, tantas, mas tantas outras experiências!
E primeiro que eu perdesse todos os meus tiques e maneirismos que ganhei ao longo de tantos anos com óculos, o levantar das sobrancelhas para esticar a pele do nariz e puxar os óculos para cima, o massajar a cana do nariz, o mexer as orelhas para também assim ajeitar os óculos, pensado bem eu fazia cada careta...
Mas também fiz mutas asneiras com as lentes, as minhas primeiras lentes eram semirrígidas, e deviam ser lavadas de x em x tempo, mas eu para economizar os comprimidos e os líquidos, alterava estes tempos todos. E quando comecei a usar das descartáveis, fazia também render sempre um pouco mais o peixe, mas como toda a gente sabe, o barato sai caro (mesmo quando se tenta poupar).
E depois foram as asneiras dos 18 e 20's anos, com noitadas ou a estudar ou trabalhar até às tantas e ainda ir sair à noite e ficar quase que 24 horas com as lentes nos olhos, e a quantidade de lentes que perdi sem saber onde (qualquer dia descubro que ainda cá estão algures em mim).
E quando ganhei o gosto por lentes de cor, uma vez num bar um rapaz veio ter comigo e disse-me "adoro esses teus olhos azuis" e eu (parva como sou) tirei as lentes e dei-lhas para a mão (eheheh fartei-me de rir na altura).
Aos 28 estava cansada e pesquisei sobre operações, e vim a descobrir que a minha miopia não ia estagnar com a idade, mas mesmo assim podia ser operada e como tal já o foi por duas vezes, pois a miopia e o astigmatismo estão sempre a evoluir.
E lá fiz a operação, que a mim sempre doeu como tudo, sei de gente que diz que não dói nada, mas comigo sempre doeu e muito, aqueles primeiros três dias, são terríveis, mas aguentasse pensado nos resultados.
Quando a dor passa e vi como via bem, aí Deus que alegria!
Claro que também me dei conta que tinha, entretanto, um milhão de outros tiques para perder como procurar os óculos assim que acordava, acordava ia à procura dos óculos e demorava sempre um bocado até lembrar-me que já não precisava deles. Quando tomava banho deixava os óculos em cima da sanita, e mesmo depois da operação lá ia eu à procura deles, e até o ritual de meter as lentes pela manhã, já não existia, ganhei tempo para me arranjar e até espaço dentro da mala, fora com as caixas das lentes e frascos de soro e lagrima artificial, tudo para o lixo.
Mas com tudo isto comecei a ver moscas, linhas e sombras, e porquê, devido a muito anos de miopia, esforço e tensão ocular e o gelatinoso dos olhos seca e é por isso que se vêm estas coisas. Por isso, principalmente quem for míope e começar a ver isto não se assuste, sim fale sempre com o seu oftalmologista, mas normalmente não é razão para sustos.
Com a segunda operação para voltar a corrigir a miopia, desenvolvi hipermetropia.
Mas cá entre nós, é não bom podermos ver sem a ajuda de óculos e de lentes.
Entretanto comecei a ver luzes, como se fosse uma lanterna que se acendesse a apagasse por baixo de mim... quando isto começou e no período em que estava pensei "pronto, foi desta que perdi os parafusos", e confesso que não contei a ninguém sobre isto durante algum tempo.
Até que um dia em conversa com a oftalmologista, desabafei sobre estas luzes que eu via, então não é que tinha a retina a rasgar!
E isto sim é SUPER PERIGOSO!
Por isso se começarem a ver algo que sabem que não está lá VÃO LOGO A UM MÉDICO!
Tive de ser, entretanto, submetida a outras intervenções que consistem em "soldar" o rasgo da retina com um lazer.
E comigo também dói para xuxu!
E a minha médica não gosta nada de mariquinhas, mas dói tanto e como é uma intervenção que se faz sentada e só com anestesia no olho, eu tento serrar os dentes, mas passado algum tempo nem me dou conta, mas estou a gemer baixinho até a um ponto em que estou a gemer mesmo!!!
Eu sei que para um médico é complicado estar a fazer algo a outra pessoa com a outra pessoa a queixar-se e acreditem que eu tento ter força, mas dói!
Então desde que sei deste problema tenho de ir de seis em seis meses ao oftalmologista para dilatar os olhos (sim tenho este problema nos dois) para verificarem se existem novos rasgos, e acreditem em mim, é algo que não é agradável.
Voltando ao post de ontem, e só porque não quero que pensem que não bato bem da bola, acreditem que quando e onde o escrevi estava um frio tramado!
Contudo afinal os senhores da meteorologia não se enganaram assim tanto, pois quando sai do trabalho para ir a uma consulta, toda vestidinha e cheia de frio, com camisola de algodão e uma de lã por cima e mais uma trench coat abotoadinha até cima, e lá fui eu de carrinho, bem, passados uns 10 quilómetros do caminho suava tanto que tive de parar o carro para despir a trench coat, mas mesmo assim não houve alivio, quando cheguei ao meu destino o meu bigode pingava suor, e as camisolas nem se falam, sentia-me tão mal, mas também sabia que se me despisse mais e suada como estava ia apanhar uma corrente de ar e ia ficar de cama de certezinha.
Desculpem senhores meteorólogos, afinal de vez em quando até acertam no tempo.
Lembro-me quando era pequenina na escola todas as meninas dizerem que a estação do ano preferida era a Primavera, por causa das flores e dos passarinhos... já nessa altura eu dizia era que gostava do verão, do calor, de andar descalça, de estar na praia, de ver o mar e sentir a areia.
Mas todas as estações do ano têm a sua beleza e devem existir (para o nosso bem!).
Mas eu sou muito friorenta, sou mesmo, com este tempo dêem-me logo uma manta para estar embrulhada, aninhada.
E o que eu gosto de luvas, ui, mas não é de gostar por gostar, e já devem ter percebido que não gosto que vejam logo que eu sou "um bocadinho diferente dos restantes" e porque eu sei que a maior parte das pessoas acha isto esquisito, ando a fazer uma força danada para não andar já de luvas calçadas.
Não sei se é por ter a pele das mãos esquisita, desde que me lembro que toda a gente me diz que tenho mãos de velha (é coisa que por acaso não me importo, podem dizer à vontade) acho que a pela é muito fina, não sei, e muitas texturas mexem comigo, começo a suar ou arrepio-me, não sei explicar, mas quando vem o frio e com ele a humidade EU QUERO ANDAR DE LUVAS!
Se não fosse muito estranho até trabalhava com elas.
Será que para a semana que começa o mês de novembro já não parece mal andar de luvas?
Não queria expor muito de mim, não explicando quem sou ia permitir-me poder desabafar e falar mal de tudo e todos, o problema é que para desabafar tem de se explicar, de contextualizar.
Se costumarem ler as minha cronicas já perceberam que o emprego que arranjei não é "perfeito" e os meus colegas, bem, não falam comigo, mas uma coisa é não falarem, outra é pensarem que eu sou surda, sei que já lá diz o ditado que mulher séria não tem ouvidos, mas é preciso muita força para não responder e mandar as pessoas para os sítios onde elas deviam ir, mas odeio ser mal educada, porque ao ser mal educada uma pessoa enervasse e algumas vezes durante esse estado perde-se a razão, e é assim que ainda surgem mais problemas.
Ora deixem-me tentar contextualizar, parte do meu trabalho consiste em adjudicar trabalhos a outra entidades, e nestes 17 anos em que faço isto, e por todas as empresas por onde passei, quando essa outra empresa vem entregar o trabalho feito, normalmente os meus colegas chamam-me para receber o trabalho, mas não consiste apenas em receber o trabalho, é verificar se o trabalho que está a ser entregue é exatamente como o trabalho que foi adjudicado (papel, gramagem, cor, etc.) quem não está por dentro da situação não pode saber se o que está a ser entregue está bem ou não, e quantas vezes um trabalho vem mal e tem de ser enviado de volta, ou a fatura que vem com este não tem o valor correto, por isso chamam-me eu recebo, vejo se está certo, assino a guia de entrega, etc.
Mas aqui onde estou agora isto é tudo muito diferente, e dai vem o titulo deste meu desabafo, uma empresa sem educação, sem princípios ou ordem não pode evoluir.
Comecei logo por ficar admirada porque quando passam uma chamada telefónica, limitam-se mesmo só a passar e desligar, não informam quem está do outro lado da linha e normalmente a pessoa do outro lado até já adiantou o assunto a quem atendeu a chamada e eu fico sem saber do que se está a tratar, é tudo assim.
Entretanto mandei fazer uns cartões de visita, e ao fim de duas semanas nada dos cartões de visita, então liguei para a gráfica zangada que cartões de visita se produzem numa semana, qual a razão para tanta demora? Afinal os cartões já tinham sido entregues, e tive de recolher toda a minha força para tentar explicar aos meus colegas que deviam-me ter avisado, e eu devia ter visto o trabalho e verificado toda a situação. Começaram a gozar nas minhas costas, que eu devia estar enervada com o período, ORA, A SÉRIO, EM 2016 ISTO NÃO É NORMAL!
Depois de ver os tais cartões achei que o trabalho tinha sido mesmo muito mal feito e até um zarolho tinha cortado os cartões mais a direito, já para não falar das cores.
Então agora mandei produzir outros noutra empresa, e hoje viram entregar (um à parte, esta empresa é muito pequenina eu consigo ouvir os ratos a andar no armazém), um dos meus colegas comerciais recebe o senhor da gráfica, pega nos cartões, mete a cabeça na sala deles e diz "DEIXEM-ME IR JÁ DAR ISTO À GAJA ANTES QUE ELA SE VOLTE A PASSAR".
Alguém consegue imaginar como é que eu fiquei a ouvir isto, e a força que tive de fazer para não chamar nomes à mãe dele?
Será que esta gente nunca trabalhou em mais lado nenhum (provavalemente não pois são todos familía) e não sabem como é que as coisas se fazem, se os cartões vierem mal quem é que ia ter de ouvir o dono disto, era eu, quem mandou fazer fui eu, a responsabilidade é minha, é assim que as coisas são, e tirando isto tudo da equação, onde fica a boa educação?
Quis explicar-lhe isto, mas depois de tudo o que já vi e ouvi, também sei que ia apenas gastar a minha saliva... esquece e deixa também isto andar.
Quando o tempo está assim triste, nublado e com chuva não devíamos ser obrigados a sair de casa, todos devíamos ter tolerância para podermos ficar em casa enroscados no sofá com uma chávena de chá quentinho a fumegar entre as mãos, o cão ao colo, uma manta nos joelhos e uma série daquelas, estilo Anatomia de Grey a dar na televisão.
E como hoje é sexta-feira, segue mais uma receita.
Se chegarem a casa cansados de uma semana inteira de trabalho, num dia nublado como o de hoje, nada melhor do que aquecer o estomago com a minha SOPA DE TOMATE 15 MINUTOS, aconselho a comer quentinha e irem direitinhas para o sofá!
INGREDIENTE:
Azeite q.b.
1 Cebola
6 Tomates
(e alguma polpa de tomate se os vossos tomates não valerem nada!)
700ml de caldo de galinha
3 ovos
Sal a gosto
e um molhinho de coentros.
PREPARAÇÃO:
Por uma panela ao lume e forrar o fundo com um pouco de azeite, enquanto o azeite aquece, cortar a cebola em meias luas. Enquanto a cebola refoga, descasquem os tomates e livrem-se das pevides destes. Juntar os tomates à cebola, se os tomates forem muito branquinhos, ponham um pouco de polpa de tomate.
Juntar o caldo de galinha e um pouco de sal e enquanto ferve e toma sabor, ponham a mesa e torrem uma boa fatia de pão.
Partir os ovos e mexe-los com um garfo, cortar os coentros.
Juntar os ovos à sopa e os coentros, e está pronta a servir.
Se quiserem juntem o pão torrado ou acompanhem com a sopa.
Ainda na continuação da crónica de ontem Brancos decidi que não só necessito mesmo de tapar os brancos como já passou da hora de mudar de visual.
Desde que me lembro que não gosto de estar muito tempo igual, e nunca compreendi (a sério, faz-me cá uma espécie!) as pessoas que estão sempre iguais.
Conheço pessoas que sempre tiveram a mesma cor e o mesmo corte de cabelo, não imaginam a confusão que isto me faz, e por exemplo trabalhei já em vários locais e o mais longo destes foi durante sete anos, e tive colegas que eu até hoje não compreendi se o cabelo delas não crescia ou se iam ao cabeleireiro e eles já lá tinham o molde delas e elas saiam sempre iguais (que nem um boneco da playmobile), porquê estar sempre igual, porquê?!
Já eu se vou gastar dinheiro preciso de ver que fiquei diferente.
Sim, já houve situações onde vim a chorar desalmadamente para casa, mas o lado positivo é que estava diferente.
Já cortei o cabelo mesmo cortinho (à rapaz) o que no cabeleireiro na emoção de todo o que se passa à nossa volta e com todos a dizer que estamos bem, uma pessoa até se sente bem, mas ao sair do cabeleireiro e ao ver-me nos reflexos das montras, dos vidros dos carros, etc., não consegui conter as lágrimas. Quando passou uns meses e já desesperada com o meu aspeto, tive outra daquelas minhas ideias de génio, e se eu fizesse uma permanente, se calhar ia logo ficar com melhor aspeto!
Ora pensei e fiz... aí as lágrimas vieram ainda na cadeira do cabeleireiro, porque com o cabelo corto e uma permanente em cima, eu parecia a filha legitima do Marco Paulo no seu auge da sua fama.
Foi um golpe duro, mas eu tenho aguentado com todas estas experiências sem nunca desistir.
No meu anterior trabalho, quando entrei para lá já tinha o cabelo a mais do meio das costas, se chegou aquela altura do ano em que tinha de ser, pintei de preto e cortei pelos ombros, quando entrei de manhã até parecia que tinha chegado alguém famoso, pessoas de outros departamentos e até do armazém foram lá à sala onde trabalhava usando todos os pretextos para verem, e como sempre em todos os trabalhos onde já estive até agora, ouvi um sem numero de vezes o "como é que tu foste capaz", bom primeiro não dói, e segundo eu não consigo ser como os outros que estão sempre iguais!
Nunca pensei que me ia dar tão mal com o envelhecimento.
É terrível a sensação de falta de controlo sobre o nosso corpo, o que engorda o que descai, as dores, etc.
Mas o que eu realmente não sabia é que não estava preparada para os cabelos brancos, e parece que cada dia aparece um novo, porquê?
Se leem este blog já sabem que não tenho dinheiro, não posso andar de 15 em 15 dias a pintar raízes, e nem tenho tempo para isso, o que é outra coisa que pelos visto com a idade deixei de ter é paciência, não tenho paciência para estar sentada num cabeleireiro, dá ultima vez foi necessário agarrar-me a todas as minhas forças meditação, respiração, para não sair porta fora do cabeleireiro só com meia cabeça arranjada, e este fator junto com o facto falta de dinheiro faz com que as minhas visitas ao cabeleireiro sejam de ano a ano (às vezes até mais).
Mas os brancos estão mesmo a mexer comigo, e não é só na cabeça, os brancos das sobrancelhas levam-me às lágrimas já tentei arrancar os pelos brancos, mas o resultado foi algo de muito lamentável, fiquei pior que os puros dreds (ou lá como se diz) que rapam riscos nas sobrancelhas, e eu fiquei com riscos e peladas, e fiquei também lavada em lágrimas.
E como se isto tudo não bastasse, ainda existem todos os outros pelos que eu pensei que a ciência finalmente estava do meu lado quando inventaram o lazer, vai de depilar tudo e esquecer o dinheiro, pois na depilação a lazer todo o dinheiro pareceu-me bem gasto (até o sofrimento) mas agora os pelos viraram brancos e grossos e horrorosos... e o lazer não consegue fazer nada contra eles!
E este fim-de-semana ainda foi descobrir mais um pelo branco, sim naquele sítio que pensamos que vai para sempre manter a sua cor natural...
E odeio nódoas, pior do que nódoa, só buraco e pior do que buraco só buraco passajado.
Não gosto mesmo nada de ver roupa passajada, para disfarçar um buraquito cozesse o buraco e fica tudo a notar-se muito mais, e às vezes um buraco na roupa até consegue passar despercebido, com um bocadinho de sorte.
Mas nódoa é terrível, é mesmo uma medalha que de honra não tem nada.
Isto tudo para dizer que tirei do armário umas calças e vestias e andei a manhã toda daqui para ali a falar com este e aquele e de repente dou-me conta de uma nódoa no meio da cocha com uns 8 cm à vontadinha, como é que isto aconteceu? Como é que eu não me dei conta? E pior que tudo, será que a vou conseguir tirar?
Da ultima vez que tal me aconteceu, as minhas calças rosa choque, ficaram rosa bebé e eu é que fiquei em choque.
É como eu digo, sou uma nódoa a tirar nódoas, como é que as mães conseguem? Qual o segredo? E porque não o partilham comigo?
Agora vai ser um martírio até que o dia passe e possa chegar a casa e por as calças para lavar, vai ser um dia particularmente longo :(